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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

1.º como eu, depois comes tu (se sobrar)...



Esta é a máxima na cadeia de S. Martinho, na Praia. Primeiro convém salientar que há greve de fome se não houver carne ou peixe para as refeições dos presos, são eles próprios que o fazem. Segundo, são os primeiros a comer dentro da cadeia e quanto aos guardas prisionais, que não têm cantina própria, só comem se sobrar dos presos.

por um Guarda Prisional (num desabafo...), que ainda me confessou que em CABO VERDE cometer crime compensa, pois a punição é branda, a cadeias dá regalias, acesso a visitas, escola de outros crimes... entre outros vários benefícios.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

a cara da Luta e Assistência contra Dengue

Quem tem dado a cara, muitas vezes na frente da luta contra o transmissor (mosquito,) outras pela assistência médica...



Presto a minha consideração e louvor pelo empenho notório (pela comunicação social) do trabalho que o Artur Correia tem desempenhado, chegando mesmo a parecer ser o Director Geral da Saúde em Cabo Verde, ou se não mesmo o ministro...

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Obrigado Corsino...

Foi só chamar a atenção quanto à seriedade do problema que é a Dengue, que as autoridades vieram a reagir para mais um djunta mon de limpeza e combate ao mosquito vector.

Mais uma vez falta coragem aos lideres desta terra (em decretar estado de calamidade pública) e sentido de responsabilidade nas acções de prevenção. Ou não é verdade de que se fossemos povo de tomar atitudes de prevenção e em antecipação mandaríamos fechar Santiago em tempo oportuno e resolver de vez este problema. Aquilo que se diz nosso problema (a dimensão) deveria ser a nossa vantagem.

Bem haja a campanha! peca por tarde e por timidez!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

...o povo morre, o político discute "K's" & "C's"

... estou indignado, profundamente magoado, pois, enquanto o povo morre de Dengue na Praia, os políticos nacionais estiveram, ontem, no parlamento a discutir a língua Cabo-verdiana ou Kabu-verdiana, seja lá com k ou com c...

...não ouvi ainda nem o primeiro ministro, nem o chefe de estado (que até esteve em role de medalhas de mérito) a se quer dar a cara muito menos mobilizando-se publicamente para esta questão… nem a oposição…

shame on you…!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

ZEE - a nova “Guerra Fria” (...e nós?)

Pese embora desconheça o conteúdo e não tenha lembranças de operações marinhas para o efeito, lembro de que a comunicação social também chegou a informar de que o estado Cabo-verdiano tivera depositado, recentemente, nas Nações Unidas um projecto para a extensão, das 200 milhas para as 350 milhas, da sua plataforma continental.

Cabo Verde, detêm pouco mais de 4 mil km² de território, mas conta com cerca de 700 mil km² de ZEE. Não obstante, e antes de avançarmos, penso que devemos nos concordar em como o país, ainda, não explora convenientemente a sua actual ZEE nem do ponto de vista de exploração (recursos), gestão e muito menos controle da região. Estes, quer em matéria territorial, marítimo, pesqueiro, ambiental, económico, entre outros. No entanto, é verdade de que um aumento da nossa ZEE para as 350 milhas náuticas permitiria ao país incrementar, categoricamente, o seu potencial no mundo.

Cabo Verde encontra-se numa zona de transição entre o Atlântico Sul e o Norte. É sabido que há esforços, pelo menos manifestados em diplomas e documentos, no intuito de aproveitar a localização do país para a consolidação desta vantagem comparativa. Muito embora, se me permitem, temos de ser mais consequentes e ousados na acção. Em paralelo a um conjunto de ganhos inegáveis de que o país tem conquistado, existe um outro conjunto de percas e perdas, não menos importantes, de que temos sido vítimas da nossa própria inércia e passividade. Exemplo mais flagrante disto é a South African Airways, entidade que chegou a ser na década de 80 o terceiro maior contribuinte para o PIB nacional e que hoje deslocalizou o seu tráfego para Dakar. Falando de Dakar, enquanto por aqui estamos a arrancar o projecto portuário para a construção de um hub de transportes marítimos, eles já a têm a anos em funcionamento. Sem contar que apenas a cidade de Dakar tem mais de 2 milhões de habitantes cujo a central eléctrica os alimenta sem cortes comparáveis a Santiago que mais não tem do que apenas 256 mil pessoas.

Voltando a ZEE de Cabo Verde, mais do que nunca deveremos aproveitar esta corrida mundial para o armamento económico-territorial, obrigando no futuro todas as transacções marítimas e aéreas a um natural (necessário e criado) pit-stop no país. Mais, a nossa pequena biodiversidade deverá ser alargado e aumentado ao espaço marítimo em complemento a terrestre (onde existe apenas 240 espécies de plantas conhecidas, 28 espécies de répteis e 36 espécies de aves). Os recursos que poderemos prospectar e explorar serão duplicados com esta extensão, aumentando exponencialmente a oportunidade de acesso às energias fósseis, minérios, recursos pesqueiros, de entre as mais variadas possibilidades que o elemento menos explorado do universo, o mar, possa oferecer.

Todavia, alerto de que não é este o nosso “Calcanhar de Aquiles”. Mais do que novos espaços é preciso mais actitude e acção. É preciso sermos consequente e responsáveis quanto aos nossos discursos, para isso, basta que em complemento ao discurso e a Agenda de Transformação Económica do País (enquanto documento apenas) se promova e desenvolva acções no mesmo sentido, por exemplo, pergunto quantos cursos existem para os Cabo-verdianos no domínio da exploração, gestão e controlo dos recursos marinhos? Mais, saindo de uma perspectiva assistêncialista estadual, quantos cidadãos demonstram interesses e procuram o conhecimento neste domínio?

Mais não pretendo do que suscitar um diálogo público a respeito, entre nós os cidadãos, com relação a aquilo que penso poder ser determinante para o futuro da nossa nação. Venha discutir comigo.

ZEE - exemplo do processo de Portugal

Portugal, para termos um exemplo deste processo, submeteu este ano, à apreciação das Nações Unidas (ONU) a sua proposta de extensão da plataforma continental que, caso seja aceite, irá duplicar a sua ZEE para os 3,6 milhões de quilómetros quadrados. Entre as razões apontadas, destacam-se a energia, enquanto um dos aspectos essenciais, não só as fósseis, como o petróleo ou o gás, mas também os minérios e moléculas farmacêuticas. Segundo os técnicos do projecto, tudo isto são áreas que existem no espaço marítimo português, que embora não quantificada a sua dimensão e todo o seu valor estão cientes do potencial. Com este projecto, Portugal, em termos ambientais, poderá ainda iniciar o armazenamento no fundo do mar de dióxido de carbono da atmosfera.

Esta missão portuguesa, contou com uma estrutura chefiada por um engenheiro hidrográfico e oceanógrafo, que conduziu a elaboração da proposta ao longo dos últimos quatro anos, onde foram feitos mais de 1,8 milhões de quilómetros quadrados de levantamentos geográficos e geológicos, foram mais de 950 dias de mar, e envolveu um grupo fixo de 24 especialistas, de entre cientistas, biólogos, geólogos e juristas, mais um outro grupo, flexível, que chegou às 70 pessoas. Tudo para através da ONU, se solicitar à Comissão de Limites de Plataformas Continentais (CLPC) a duplicação da ZEE, dos actuais 1,8 milhões de quilómetros quadrados para os 3,6 milhões. Importa salientar ainda, de que a elaboração do projecto português contou também com o auxílio da Marinha Portuguesa, ao nível do Instituto Hidrográfico, e com a participação de oficiais e equipamentos, e ainda do ‘Remote Operated Vehicle’ (ROV), um robô submarino com capacidade de trabalhar até 6 mil metros de profundidade e que só existe em mais cinco países da Europa.

ZEE - a nova “Guerra Fria”

Não há, é verdade, nenhuma correlação directa e exclusiva entre os estados considerados Potencias Mundiais com a dimensão da sua ZEE (por exemplo Alemanha), mas a verdade é que se atendermos a lista dos 11 maiores, encontramos decididamente grandes Potencias Mundiais. Se não vejamos, a data, o ranking dos estados com maiores ZEE é liderado pelos EUA com mais de 11,3 milhões de quilómetros quadrados, seguidos de perto pela França com 11,03, Austrália 7,6, Rússia 7,6, Indonésia 6,2, Japão 4,5, Nova Zelândia 4,1, Reino Unido 3,9, China 3,8,Chile 3,7 e Brasil com 3,6.

Se olharmos para o ranking acima mais a corrida ao alargamento, podemos concluir que esta é a questão do momento. Hoje, as grandes nações, com potencial costeiro, posicionam-se para alargar a sua ZEE e consequentemente ganharem novos espaços de prospecção de riqueza. A comparação é possível com a época dos Descobrimentos, isto é, quando a velha Europa entrou em crise de riqueza houve a natural sede de extrapolar a dimensão geográfica de então para novas conquistas, inaugurada pelos portugueses mas seguida rapidamente por quase todas as potencias da velha Europa. Mais do que mera descoberta, hoje trata-se de armar-se, do ponto de vista bélico-económico, ou seja, as nações querem garantir o seu armamento económico-territorial, pela via do armazenamento de mais recursos, exploráveis ou em potencia, que lhe permitam fazer face à concorrência mundial, à satisfação das suas necessidades internas, assim como a internacionalização das suas economias e o domínio dos mercados internacionais.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

ZEE - o que é

A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, é o garante da definição da Zona Económica Exclusiva (ZEE) das nações. Segundo este, os países costeiros têm direito a declarar uma ZEE de espaço marítimo para além das suas águas territoriais, na qual deverão beneficiar de prerrogativas de sua exploração e responsabilidade na sua gestão, quer sejam dos recursos, tanto vivos como não vivos.

A delimitação da ZEE faz-se por intermédio de uma linha imaginária situada a 200 milhas marítimas da costa, sendo este o ponto de separação entre as águas nacionais e internacionais ou comuns. Dentro desta Zona Económica Exclusiva o estado detém o total direito, por exemplo, à exploração dos recursos marítimos, à investigação científica, a controlar e definir a pesca por parte dos estrangeiros, à exploração de petróleo e ou gás natural no subsolo do leito marinho, para além dos minérios e moléculas que podem ser utilizados na industria farmacêutica, de entre todos os outros possíveis e passíveis de exploração, que se encontrem dentro da delimitação da sua ZEE.

Importa salientar de que muitos países, por razões geográficas, não atingem este limite ou discutem, até a data, as suas fronteiras marítimas (por exemplo, o Cod War entre a Islândia e o Reino Unido, a briga entre França e Canada pelas águas de Saint-Pierre-et-Miquelon, e ainda o caso especial do Mar Mediterrâneo).

Não obstante a esta delimitação de 1982, a convenção da ONU prevê uma extensão possível, aos estados costeiros, quanto aos seus direitos soberanos, sobre a plataforma continental, até 350 milhas náuticas (648 km). Para isto, os estados tem de concluir um complexo processo administrativo e técnico, definido na mesma convenção. Importa dizer que Austrália, França, Irlanda, México, Nova Zelândia, Noruega, Rússia, Espanha, Portugal e Brasil são países que já iniciaram este processo. A Comissão especial encarregue destes processos na ONU espera um grande volume de pedido nos próximos anos.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

contra os "umbigo-centrados"

Manifesto e protesto contra o oportunismo político em Cabo Verde... principalmente, contra aqueles que se movem por interesses e sonhos pessoais em detrimento do bem comum... contra o laxismo paradoxal com dias de aproveitamento desmedido “umbigo-centrado”…

o meu candidato à Presidência da República de Cabo Verde, chama-se André Corsino Tolentino!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

o meu PRESIDENTE

Presidente da República é o chefe de Estado, ou seja, o representante da soberania do nosso estado, cujo estatuto é uma república. Ele representa o Estado, e segundo a nossa constituição, Artigo 124º (Definição):

"1. O Presidente da República é o garante da unidade da Nação e do Estado, da integridade do território, da independência nacional e vigia e garante o cumprimento da Constituição e dos tratados internacionais.
2. O Presidente da República representa interna e externamente a República de Cabo Verde e, por inerência das suas funções, é o Comandante Supremo das Forças Armadas."

Permitam-me expressar, desprovido de quaisquer pretensões Políticas, Intelectuais ou Demagógicas, de que, no meu entendimento, o melhor Cabo-verdiano para este "stribilin" de responsabilidade é o Doutor André Corsino Tolentino. A esta conclusão, cheguei após reflexão sobre todo o jogo de movimentação actual de posicionamento de eventuais interessados. Se olharmos para os que se mencionam disponíveis e para o quadro de responsabilidades e desafios que o país enfrenta e continuará a enfrentar, a curto e a médio prazo, rapidamente nos deparamos que é momento de serenidade, competência, rigor, profissionalismo, patriotismo e independência. Atributos esses que André Corsino Tolentido ostenta com diplomacia, humildade e muita inteligência.

O meu candidato à Presidência da República de Cabo Verde, chama-se André Corsino Tolentino.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Baía das Gatas... 110 Mil pessoas...!?

Será que S. Vicente recebeu mais 37% da sua população por esta altura do ano?

Será que as perspectivas do INE estão erradas e S. Vicente tem mais pessoas?

Será que 30 mil pessoas se deslocarão de outras ilhas e estrangeiro para irem ao festival?

Será quer toda a população de S. Vicente (incluindo doentes, acamados, presos, velhos, crianças,...) esteve na Baía?

Ou será que a nossa comunicação social entusiasmou-se? O Expresso fala em 80 Mil num dia enquanto que A Nação 110 Mil.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

meu irmão...

"Sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos."

Nelson Mandela

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Blogjoint: Estado da Nação

Estado da Nação: será como está o país? será relativo à sua saúde? que saúde? financeira? social? patrimonial? enfim... o que é o Estado da Nação?...

Comecemos pela Constituição da República de Cabo Verde, que estabelece no seu Artigo 2º, o Estado de Direito Democrático. Segundo o mesmo: "1.A República de Cabo Verde organiza-se em Estado de direito democrático assente nos princípios da soberania popular, no pluralismo de expressão e de organização política democrática e no respeito pelos direitos e liberdades fundamentais; 2.A República de Cabo Verde reconhece e respeita, na organização do poder político, a natureza unitária do Estado, a forma republicana de governo, a democracia pluralista, a separação e a interdependência dos poderes, a separação entre as Igrejas e o Estado, a independência dos Tribunais, a existência e a autonomia do poder local e a descentralização democrática da Administração Pública."

Por outro lado, importa conhecer a realidade do Parlamento cabo-verdiano, que é composto por 72 deputados de três forças políticas - Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, 41), Movimento para a Democracia (MpD, 29) e União Cabo-Verdiana para a Independência Democrática (UCID, dois). A Assembleia Nacional reúne-se em Sessão Legislativa anual, decorrendo o período normal de funcionamento de 1 de Outubro a 31 de Julho seguinte. Coincidindo assim, o fecho do ano Político com o debate do Estado da Nação.

O debate ele próprio tem sido polarizado pelo negativismo e positivismo, ambos pleno. A imaturidade popular e a ausência de uma sociedade civil larga e crítica, remete e legitima o discurso agressivo e fundamentalista das partes. A razoabilidade tem sido abnegada em benefício da destruição alheia. Se por um lado a avaliação da Governação deve ser forte, perspicaz e focalizado no que de menos correcto se fez e no que não se fez e devia ser feito, por outro lado, a apresentação deveria também ser feita com base no que se está a fazer e se têm feito para um determinado objectivo.

Temos uma Nação cujo 75% da população tem menos de 35 anos de idade e o total não supera os 500 mil (residentes). Será isso ameaça ou oportunidade? para mim podemos fazer deste país o que quisermos, pois, a sua reduzida dimensão e jovialidade permite sonhar e trabalhar arduamente.

Temos uma Nação cuja o seu território tem uma superfície emersa de 4.033 Km2 e uma Zona Económica Exclusiva (ZEE) estimada em 700.000 Km2, para além do vento e sol quase que 365 dias por ano. Não serão esses os nossos maiores recurso? para mim, energia e água são dois problemas que em Cabo Verde jamais deveriam ser problema, pois os recursos para os ter abundam.

A minha interrogação é: porquê que o debate do estado da nação não centra sobre questões mais objectivas e pertinentes ao desenvolvimento da nação? porque não definir o queremos da nação, todos e em conjunto, e depois vir avaliar anualmente os feitos de um ou do outro no alcance dos objectivos? Porquê que continuamos a ter partidos a pensarem que devem continuadamente dizer mal do seu opositor por forma a legitimar-se a si próprio? onde está a legitimação dele próprio? suas ideia e propostas de desenvolvimento?

Enfim, sigam o debate com estes jointes:
* Ku frontalidadi
* Teatrakacia
* Cafe Margoso
* geração20j73
* Blog di Nhu Naxu
* Tempo de lobos
* Passageiro em trânsito
* Pedrabika
* O jornal da hiena
* Nos blogue
* Amilcar Tavares
* Bianda

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Meu herói, meu eterno ídolo, que injustiça

17-07-09
Por: Ariano Barbosa

"A defesa dos inocentes contra a injustiça dos outros, desde muito cedo, esteve na base da tua decisão em licenciar-se em Direito. Sempre quiseste que a verdade fosse conhecida e a justiça feita. Penso que, a este ponto, és uma pessoa completamente realizada, já que ao longo de vários anos de advogacia, conseguiste dar a voz a aqueles que se sentiam injustiçados, repor a verdade dos factos e devolver a liberdade a muitos inocentes.

Hoje és uma das vítimas da justiça judicial! É revoltante estar nesta situação mas, na vida, por vezes, deparamo-nos com obstáculos e contratempos, entretanto, como sabiamente me ensinaste “a solução existe, temos é que ter a calma, coragem e confiança suficientes para descobri-la e aplicá-la”. Mandela, Luther King e tantos outros, foram, durante anos, injustamente presos, mas não desistiram, foram sempre determinados, perseverantes na luta pelos seus ideais. Esta prisão injusta é uma fase má, mas passageira, sairemos todos mais fortes e unidos e ainda cientes daqueles que são os nossos reais amigos.

Manuel Barbosa (MB) e Maria Filomena Mendes Barbosa começaram a sua actividade comercial há cerca de 30 anos, quando abriram a sua primeira loja, na zona de Achada de Santo António. Desde então, os dois têm trabalhado incansável e honestamente para progridirem e estarem em condições de proporcionar o melhor aos seus filhos. Todos participamos deste projecto, eu lembro-me de, ainda na primária, ajudar a minha mãe a vender copos nos mercados da capital, assim como nas feiras de S.L.Orgãos e S. Catarina. Tudo o que a familia Barbosa conseguiu até hoje, foi fruto de um longo, ardúo e honesto trabalho. Na nossa casa não conhecemos Droga, a única via recorrida para financiar a nossa actividade empresarial foi sempre a Banca. Fomos educados sobre os princípios da honestidade, lealdade, responsabilidade e justiça, sempre fomos ensinados que a vida custa e que o trabalho digno é o único meio ao nosso dispor, para atingirmos os nossos objectivos pessoais.

Que raio de justiça é esta, em que a palavra de uma pessoa que já confessou ser uma das maiores criminosas que o país jamais conheceu, prevalece sobre a de um advogado, pessoa de bem e defensor da lei? Que raio de justiça é esta, em que a palavra desta dita senhora está acima da lei, a ponto de ser decretada a prisão a um inocente, sem se apurar se o que ela diz tem fundamento ou corresponde à verdade? A sra. Zany deixou de comandar o seu cartel de droga, para passar a comandar a justiça Cabo-verdiana. A palavra e os desejos dela passaram a ser a “lei mãe”. Que país é este que permite que uma baroneza de droga se transfigure na sua própria “Constituição”?

O sr. Juiz decidiu pela prisão do MB com base em dois factos integrantes das declarações da sra. “Constituição”. O primeiro tem a ver com a tentativa de comprar a referida sra. por parte de MB e o segundo sobre um tal plano de fuga. Em relação ao primeiro, Cabo Verde inteirinho sabe que a dita sra., quando presa, resolveu exigir avultadas somas aos seus supostos companheiros em troca do seu silêncio. Foi da sua alta criação a ideia de pedir aos outros que lhe dessem dinheiro para que ela não os denunciasse. Portanto, não foi o Sr. MB nem qualquer outra criatura, a propor-lhe algo, em troca do seu silêncio. Os srs. Juízes e procuradores estão carecas de saber de que esta, sim, é a verdade dos factos. Quanto ao segundo ponto, a minha questão é, que fuga? Os três estrangeiros foram julgados e condenados, cumpriram as respectivas penas e seguiram normalmente para os seus países. Não houve em nenhum momento qualquer tentativa de fuga.

A sra. “Constituição” depois de caçada e presa, resolveu colaborar com a justiça e na altura confessou todos os crimes praticados e mencionou todos os envolvidos, não fazendo referência em nenhum momento ao MB. Como é que mesmo antes da sra. “Constituição” ter sido ouvida novamente em tribunal e inventado todas essas asneiras, já era voz corrente na praça pública, que, no final do julgamento, no Sal, um advogado seria preso? Negando que MB tenha sido advogado dela, fica claro que a sra. “Constituição” está sendo instruída e instrumentalizada, por pessoas que percebem, e bem, de acusação. Quem, meus senhores, está por detrás de tudo isto? Afinal de contas, para desviar a atenção dos menos atentos e devolver alguma credibilidade ao Ministério Público, é de interesse tentar mostrar que a justiça funciona, mesmo que tenha de cometer uma grande injustiça.

O uso e abuso do poder são actuais e inquietantes! À uma única pessoa é dado o poder de decidir se uma outra deve viver ou não, se uma outra deve continuar em liberdade ou seja privada dela. A história tem revelado vários casos de injustiça, quando os juízes decretam a sua sentença. Infelizmente, muitos são os que foram sentenciados à pena capital, quando afinal eram inocentes, tantos já passaram a vida inteira na prissão a pagar por crimes que não cometeram. Quando um juiz decide privar um inocente da sua liberdade, como é o caso de MB, e depois descobre-se que afinal o juiz tinha errado, o que é que acontece a este juiz? Todos nós, servidores públicos, no exercício das nossas funções, não estamos no direito de cometer falhas graves, porque caso aconteçam, seremos julgados pelos tribunais. Os juízes são os únicos isentos a este julgamento aquando das referidas falhas. Será que existe falha maior do que tirar a liberdade a um inocente? Existe, neste mundo, algo mais grave, revoltante e inquietante do que mandar executar um inocente?

Sr. Meritíssimo Juiz, se esta sra. que agora acusa injustamente o MB, tivesse também inventado algo que incriminasse o Sr. João Andrade, seu pai, qual seria o seu comportamento? Na certa não o mandaria prender, porque está convicto de que o seu pai é inocente. Pois, eu também tenho a certeza de que o meu o é, a única diferença é que não tenho o poder que o sr. tem e nada posso fazer para devolver ao meu pai a liberdade que o sr. injustamente lhe retirou.

Deveria ter sido nomeado um juiz maduro e experiente, que não tem pressa em mostrar serviço e sobretudo nada a provar a ninguém. Foi angustiante ver que quem mandava na sala de audiência, no julgamento do Sal, eram os procuradores. Como é possível aceitar que, depois das audições ao MB, na altura em que, supostamente, o juiz estaria a proferir o seu despacho, ele tivesse estado cerca de hora e meia, fechado, na mesma sala, com o procurador Moeda? Meritíssimo, o sr. é soberano e como tal não deve permitir que nada nem ninguém interfira no seu trabalho. Sr. Procurador Moeda, a ambição e ganância desmedidas, querendo alcançar altos voos na carreira, de forma rápida e a todo custo, são condenáveis e comparáveis à das pessoas que procuram enriquecer rapidamente através do tráfico de drogras. Ambas têm muita pressa em subir e fazem-no à custa dos inocentes.

MB tem sido o alvo ideal para o Ministério Público (MP), para os partidos políticos e ainda para os jornais. O MP, depois de vários desastres, precisa repor a sua boa imagem e mostrar que no final de contas tem feito um excelente trabalho, para isso nada melhor do que prender um advogado e ainda por cima, irmão do Primeiro Ministro. Só que para vossa desgraça resolveram fazê-lo à custa dum inocente, afundando ainda mais o MP. Quanto aos partidos, o MPD tenta, sobretudo, através dos seus desconceituados jornais, tirar o extremo proveito desta situação, pelo facto de MB ser irmão do actual Primeiro Ministro. Por seu lado, o PAICV, a seu estilo, ao tentar mostrar que é um partido sério, imparcial, isento e contra o neputismo, radicaliza nas suas posições e acaba por prejudicar o MB, já que MB é irmão do PM.

Este assunto é tão mediático que os jornais venderiam por si só, relatando apenas os factos reais e verídicos, mas os jornalistas para tirarem maiores dividendos, inventam mais histórias, para além das que já tinham sido criadas pela senhora “Constituição”. Todos procuram maximizar os seus proveitos, mas, fora os juristas, ainda são poucos os que pararam para reflectir se isto tudo tem fundamento. Caso o fizerem concluirão que MB está preso injustamente.

Como é do conhecimento público, uma instituição financeira nacional decidiu, há dois meses , executar os bens da família Barbosa, devido ao atraso no pagamento de prestações bancárias. Uma pessoa com tantos problemas financeiros, a ponto de correr o risco de perder aquilo que tem, não pode ter nenhuma ligação ao narcotráfico, como muitos querem fazer crer. Onde é que está o dinheiro? Todos sabemos que um dos maiores problemas que as pessoas ligadas ao tráfico de drogas têm, é o excesso de dinheiro.

Acho um absurdo que MB esteja a pagar por algo que aconteceu há mais de 50 anos, quando Idalina Barbosa, sua mãe, resolveu ter um filho com Manuel Monteiro, seu pai. Na altura ele não foi tido nem achado. MB não pediu para vir a este mundo cruel e nem para ser irmão de ninguém. Entretanto, esta condição está a custar-lhe a sua própria liberdade.

Mana, Hosas, Dexon, Bedju, sei que é humanamente impossível assistir, serenamente, à toda esta injustiça cometida contra o nosso amado pai, mas temos que manter a calma e ser fortes. Como ele sempre nos ensinou, “nada melhor que o dia de amanhã”. Mena, senhora de fibra, modelo de boa esposa, mãe protectora e incansável, imagino a tua angústia e indignação, mas estou tranquilo, porque já deste prova suficiente de toda a tua força e determinação. Continua calma e confiante que a verdade dos factos será reposta. Mãe, obrigado por teres escolhido Manuel Barbosa como meu pai!

Pai, meu herói e eterno ídolo, calculo a tua revolta por tudo aquilo a que injustamente tens passado, privado da tua liberdade e, nos últimos dias, até de ler os teus livros. Soube ainda que, mesmo depois das recomendações médicas, devido ao teu estado de saúde, não aceitaram o colchão que a mãe levou e tens estado a dormir no chão.

É cruel, mas considera toda esta situação como apenas mais uma provação. Pensam eles que são o TODO-PODEROSO, mas ELE está no céu a observar e a anotar toda esta crueldade. Todos os que privaram contigo, estão cientes da tua inocência e convictos de que os juízes do Supremo, centrando-se nos factos e na pessoa do MB, vão finalmente fazer a justiça devolvendo a liberdade a um inocente que ao longo de vários anos, tem trabalhado árdua e honestamente ao lado da justiça cabo-verdiana. A única coisa que peço, na qualidade de filho, é que sejam breves. A tua nobre missão de dar a todos o direito de se defenderem ainda não acabou e há de continuar por muitos e longos anos. FORÇA VELHO!!!

*Weymouth, MA, EUA"

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Arte da Guerra

“A guerra é uma questão de vital importância para o Estado; o palco da vida ou morte; a estrada para a sobrevivência ou ruína. É imperativo que seja estudada em detalhes.” (I.1) Sun Tzu

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Concurso oferece “funeral de luxo”

"Um «funeral de luxo» é o que oferece um concurso promovido por uma Rádio com sede em Guimarães. Arranca esta sexta-feira um sorteio de um funeral que o vencedor poderá usar para a sua própria morte ou para a morte de terceiros. Isto porque a «morte toca a todos» e é algo «útil». A ideia partiu de uma empresa de comunicação e imagem e nasceu na sequência de outras ideias que pretendem ser «diferentes» e atrair a atenção dos participantes. «Um estilista já se ofereceu para fazer a roupa que o falecido vai vestir no funeral», acrescenta o administrador.

A tômbola onde deverão ser colocados os cupões de participação vai estar no Guimarães Shopping. O sorteio realiza-se em Dezembro."

Fonte: IOL ! TVI24

domingo, 5 de julho de 2009

a Revisão Constitucional e os Políticos Nacionais

A Revisão constitucional está bloqueada ou melhor num impasse por ter sido encontrado divergências de posição dos dois principais partidos com relação a reestruturação do Poder Judicial.

Por um lado, o PAICV alega a necessidade dos Magistrados serem nomeados para o Conselho Superior de Magistratura, em parte pela classe e parte por entidades políticas nacionais, isto é, pelo Presidente da República e pela Assembleia Nacional. Alega ainda que o presidente deve ser eleito por uma maioria qualificada de dois terços dos deputados no Parlamento, tudo como forma de evitar possível "cartel" da classe dos Magistrados e garantir um controlo por representantes do povo, ou seja a classe política. Por outro lado o MPD, defende a não interferência política no sector da Justiça, afirmando não aceitar nem que o supremo tribunal de justiça esteja sob vigilância política do Presidente da República, nem quer que o Presidente do Conselho Superior da Magistratura Judicial seja um juiz eleito pela Assembleia Nacional, nem admite a possibilidade de nomeação do Procurador-geral da república, pelo Governo e Presidente da República.

Atendendo que a que tudo isto se reporta a Constituição da República, importa levantar questões e fazer com que a sociedade participe neste debate que ao fim e ao cabo é de todos:
1 - Deverá se adoptar o proposto pelo PAICV?
2 - Deverá se adoptar o proposto pelo MPD?
3 - É possível uma solução mista?
4 - ou será que deverá haver referendo nacional?

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sexta-feira, 3 de julho de 2009

O Bolso...


Fonte: BBC Brasil | Terra Notícias

No Nepal, a partir do dia 01 Julho os funcionários do Aeroporto Internacional de Katmandu, o principal do país, passarão a usar calças sem bolsos, como forma de se tentar acabar com a prática de subornos no local. Esta medida, insólita, foi tomada pela "Comissão para Investigação de Abuso de Autoridade do país", com estreita intervenção do próprio Primeiro-Ministro do País, que acha que a corrupção está a prejudicar a imagem do aeroporto.

Esta decisão foi tomada devido ao grande número de reclamações contra os funcionários, que, segundo a população, para além de aceitarem subornos, também roubam os objectos das bagagem dos passageiros.

SERÁ QUE MEDIDAS SEMELHANTES PODIAM SER APLICADOS NA.......DE CABO VERDE....??? NÃO, ACHO QUE NÃO...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Socorro... sms broadcast II

A saga continua...

Detalhes da mensagem de: jmproducoes@sapo.... assunto: Email de jmpr... data: 29-06-2009 hora: 18:19 tipo: SMS texto: Sábado, dia 04 de Julho ... no auditório nacional ... concerto com o musico ...

Detalhes da mensagem de: ICA assunto: ...

sms broadcats, onde está a ADECO, que eu vou me queixar das operadoras...

(importa dizer que recebo os broadcast nos meus dois telefones, CVMóvel e T+)

socorro....

terça-feira, 30 de junho de 2009

revisão constitucional

No dia 01 de Junho de 2009, dá a estampa em manchetes noticiosos a notícia de que o "O Presidente da Assembleia Nacional de Cabo Verde Aristides Lima vai proferir uma palestra sobre a Revisão Constitucional de Cabo Verde no Lesley College em Cambridge Massachusetts... vai ainda visitar as comunidades na Flórida e Connecticut e estão previstas várias visitas a centros de interesse social e político, a instituições de ensino e encontros com estudantes e docentes, bem como com homens de negócios e a comunidade em geral..."http://news.caboverdeonline.com/news-and-articles/305:

Der repente, no dia 26 de Junho, "O representante do PAICV na Comissão Eventual de Revisão Constitucional do Parlamento cabo-verdiano anunciou quinta-feira a suspensão das negociações em torno da Revisão Constitucional devido a divergências entre os dois maiores partidos de Cabo Verde..." (http://www.portalangop.co.ao/motix/fr_fr/noticias/africa/Divergencias-entre-PAICV-MpD-levam-suspensao-dos-trabalhos-Revisao-Constitucional,25b86387-9b06-4c62-aed4-d2aac628d2cd.html)

Hoje, as questões que me fustigam, são, O que é a Constituição da República? e os Deputados, o que são? e os Partidos, para que servem? Outras, procuro eu entender, como, Será que temos que nos concordar em tudo? será que não pode haver divergências? será que quando estas aparecem devemos mandar tudo para o ar? será que nas divergências entre partidos (o que pode significar também entendimentos diferentes entre cidadãos) não se pode repassar ao povo para sua participação e decisão?... ou será tudo porque aquele não aceita a minha ideia, então por isso, não aceito a sua também... e porque eu isto e tu aquilo...

...enfim, birras? procura e defesa de protagonismos?... ajudem-me a perceber.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

PATRIMÓNIO MUNDIAL DA HUMANIDADE

CIDADE VELHA
...mais do que merecido, é um património mundial da humanidade, de facto.

CABO VERDE, é um orgulho!







quarta-feira, 24 de junho de 2009

Socorro... sms broadcast

Detalhes da mensagem de: +238911.... assunto: Jazz Live... data: 18-06-2009 hora: 21:58 tipo: SMS texto: Jazz Live hoje no ... com ... e ... as 22h30

Detalhes da mensagem de: SISP assunto: Para melhoria... data: 22-06-2009 hora: 14:01 tipo: SMS texto: Para melhoria do seu serviço, a RedeVinti4 ... Contamos com a sua compreensão... Obrigado.

Detalhes da mensagem de: CVMOVEL assunto: Fala gratis d... data: 15-06-2009 hora: 18:01 tipo: SMS texto: Fala gratis durante 24h... basta aderir diariamente... por apenas 50esc...

.......

Por acaso até podia estar a procura de lazer e divertimento. Se calhar veio mesmo a calhar. Obrigado. Caramba, já estava a dormir... Ainda bem que me informarão, estava mesmo a pensar ir a caixa Vinti4 às 2h da manhã. Porreiros. Obrigado... Que empresa atenciosa. Até me mostra como falar grátis. São só 50esc. nothing...

será que assinei algo, aceitando, sms broadcast? não me lembro.

socorro!

para todos os PSS do mundo

“a vida é como uma pedra de amolar: desgasta-nos ou afia-nos, conforme o metal de que somos feitos."
Bernard Shaw

publicado, Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009
por:Emílio Fernandes Rodrigues

Podia falar dos problemas de Cabo Verde, como por exemplo: o saneamento básico, se atendermos ao facto da percentagem de rede de esgotos, por exemplo, ainda ser insuficiente, e a do lixo ser enorme, sobretudo em Santiago; ou então do proliferar de viaturas e mansões sem obrigatoriedade de apresentação de justificativos de proveniência do dinheiro; já para não cair na banalidade da crítica a Electra que não consegue ter um plano técnico, financeiro e comercial para cerca de 250 mil pessoas, ou melhor cerca de uma centena de milhar de habitações, o que comparado com uma cidade africana, que não queremos ser, como Dakar (mais de 2 milhões de pessoas), por exemplo, representa a grande quantia de 12% da sua rede de abastecimento; podia ainda ser apenas mais um idiota na crítica a TACV, ao Governo, a Oposição, aos Partidos Políticos na globalidade, aos ditos sistemas e subsistemas as quais nunca percebi se quer o que são, permitam-me tal ignorância; podia dizer da Alfandega, aquela, uma das mais democráticas do mundo, que enriquece o Estado mas também bondosa ao ponto de não esquecer alguns dos seus fiscais e outros colaboradores, que mesmo assim nem se inquietam que em pleno 2008 nem um computador exista no caixa; podia pois elencar mais uma centena de problemas, deficiências, incapacidades e incompetências, se é que são esses os nomes. Mas não, não o farei, nem hoje, nem nunca. Sempre que vier criticar, darei soluções. Ouça quem quiser, use-a quem quiser.

2009 deve ser um ano de valorização e reconhecimento. Temos que começar a reconhecer, a elogiar, a motivar, todos os que são competentes, dedicados e produtivos. Temos que ter coragem de não cair no ridículo de uma postura fundamentalista negativa, sem perder a sobriedade, a independência, a democracia da crítica, da sugestão do melhoramento progressivo e evolutivo. Temos que aceitar os pequenos feitos, os pequenos gestos, as pequenas obras, as ínfimas bondades, os mínimos realizados tendentes a evolução e desenvolvimento da parte e do todo nacional.

Ser corajoso, mostrar que sou isento, descomprometido, independente e democrata, não significa ter lança única, direcção contínua, e complexo permanente. Coragem, valentia, audácia, arrojo, bravura é bater palmas a quem merece, reconhecer o mérito, fazer vénia com orgulho do produto resultante do outro, sem complexo nem amarguras no canto da boca, ou do coração, por não ser meu, o feito.

Permita-me apelar ao sentimento nacionalista que há em nós cabo-verdeanos. Esta terra não deve ser só defendida e recomendada quando falamos com estranhos ou estrangeiros. Devemos perder a demagogia, a hipocrisia, a representação falsa dos sorrisos a tudo e a todos na sua face e o enrugar da testa e dizer mal na ausência. É tempo de ganharmos maturidade séria, rigor tácito, intolerância descomplexada face aos erros assim como o reconhecimento público e verdadeiro aos que realmente são capazes e deixam legado claro e inequívoco.

Que em 2009, sem qualquer, nenhuma, pretensão demagógica ou pseudo-intelectual, nos arrepiemos, nos tocamos, nos consciencializemos, choremo-nos, riamo-nos, ponhamos os cinco sentidos em sentinela e accionemos reacção aos mesmos sem prisão à memória.

ou diferente, que não o mero reconhecimento das capacidades instaladas no país, nomeadamente, aqueles que têm contribuído para o desenvolvimento e progresso de Cabo Verde.

Veríssimo Noé Monteiro Pinto. Chamaram-lhe miúdo, despreparado e tudo mais que alguém sentiu e disse na altura. Obrigado João Serra, pela confiança e visão, ganhou Cabo Verde com isso. Cotou dois bancos, BCA e CAIXA, cotou a Tabaqueira e a Petrolífera nacionais em processos de privatizações, cotou e colocou no mercado Obrigações de um grande grupo nacional como é a Tecnicil, cotou obrigações de um terceiro banco nacional, o Interatlântico, realizou a maior operação financeira da história do país, em conjunto com o BCA, como é a reestruturação da dívida da Electra, formou a massa crítica financeira nacional, enfim, entre vários outros ganhos que o país começou a ter com a vigorosidade, tenacidade, dedicação, espírito de sacrifício, e competências desde jovem que orgulha e motiva outros nesta caminhada. Obrigado Veríssimo.

Carlitos Fortes, competência, dedicação e honestidade. Conduziu os destinos da Moave de forma exemplar. Quantas outras unidades de produção não tivemos nós, e que faliram sem razões, justificações nem responsabilização? É um exemplo nacional de Gestor. Mobilizou-se na operação do empresariado nacional na batalha do ganho da condução dos destinos da Sociedade Cabo-verdiana de Tabacos, disponibilizou-se para ajudar a Electra, melhor ainda, retirou-se com hombridade quando viu que não tinha como ser uma mais valia a esta instituição, na medida que tinha outras responsabilidades nas mãos. A isto chama-se maturidade discernimento e postura. Alguém já se lembrou de o premiar? Se não, fica aqui a deixa. Já agora, boa sorte ENACOL.

Maurício de Carvalho, estrangeiro de Portugal, mas hoje, cabo-verdeano de morada, homem dito difícil, pela simples razão de ter um carácter e uma personalidade vincada. Dono absoluto da maior Montra Nacional jamais feita: Nha Terra Nha Cretcheu e Top Crioulo. Alguém já parou para dizer obrigado a este Senhor? Não peço uma medalha, pois este é feito de metal e o país tem as suas dificuldades, mas, umas palavras e acho que o Senhor já ficaria contente, já que deixou as mordomias e gentilezas de Cascais pela beleza do cru cabo-verdeano.

Podia aqui explanar uma centena de personalidades que motivam e cativam muitos de nós, cujos seus trabalhos são inequívocos quanto ao ganho e ao benefício à nação, sobretudo jovens, capazes e audazes que abundam neste país: Abraão Vicente, pela bravura de sua personalidade e sentido criativo; Edson Medina, pela sua capacidade e firmeza de suas convicções, Milton Paiva pela maturidade precoce que sempre o caracterizou, Lenine Lima, pela inteligência e serenidade que ostenta, entre centenas de outros tantos outros jovens de igual mérito e destaque.

É motivante conviver de tão perto com tantas capacidade e competências instaladas. Por isso, apelo ao tempo da valorização da competência, dos que trabalham, dos que produzem, dos que constroem, dos que descomplexadamente, sem hipocrisia, sem nacional porreirísmos ridículo (como diria Edson Medina), sem falsidade e sem medo de meter o dedo na ferida que mais dói, usam da palavra, dos actos e do seu comportamento para serem agentes de produção activa e positiva à nação cabo-verdena.

Que nenhuma menção aqui seja compreendida como algo acabado, este texto têm a pretensão simples de dizer, olhemos para o lado, recusemos impiedosamente os medíocres e reconheçamos e valorizemos sem complexos os capazes e audazes. Que as não menções sejam entendidas como subentendidas.

Os críticos, como alguém já disse, ficam na história sempre como os críticos, só os que realmente produzem escrevem o seu nome próprio. Bernard Show disse um dia que: “a vida é como uma pedra de amolar: desgasta-nos ou afia-nos, conforme o metal de que somos feitos."

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Depósito à Prazo!? Acção!? ou Obrigação!?

quem ganha ?!


Em Maio de 2007, publiquei num jornal um artigo sobre o título: Depósito à Prazo!? Acção!? ou Obrigação!?. Na altura, o objectivo foi esclarecer a opinião pública das diferenças entre esses tipos de investimentos possíveis.

Hoje, dois anos depois, pelos inquéritos e pedido de ajuda a que tenho sido confrontado, penso que vale a pena publicar o seguinte:



Depósito a Prazo
Conta em moeda nacional ou estrangeira;
Por prazo estabelecido;
Com remuneração garantida;
Possibilidade de reforços programados ou eventuais;
Pode escolher o prazo que melhor se adequa às suas necessidades: normalmente entre 31 dias a um ano renovável;
Possibilidade de capitalização de juros;
Acesso facilitado ao crédito;

Obrigação
Título de dívida;
É um empréstimo, na sua verdadeira acepção do termo;
Entidade emitente paga ao obrigacionista um rendimento periódico (o juro);
Reembolsa o capital, nos termos da ficha técnica;
Compromete-se a pagar o valor nominal do empréstimo mais os juros acordados;
O obrigacionista é um credor dessa empresa;
Em caso de falência e liquidação dos bens da empresa, os obrigacionistas têm um privilégio são reembolsados prioritariamente;
Credores podem ser simultaneamente investidores comuns, institucionais, empresas, Estado etc.

Acção
Título de propriedade;
Representa parcelas do capital de uma empresa;
Pode ser comprado e vendido de forma separada;
Dá direito de voto;
Um accionista é um co-proprietário da empresa;
Direito aos lucros do exercício ou dividendos;
O direito de ser informado sobre a sociedade;
Direito de preferência na subscrição de novas acções;
Não asseguram contratualmente o montante dos dividendos ou dos retornos;

sexta-feira, 19 de junho de 2009

UNIVERSIDADE PIAGET

Ao Piaget, Reitor Jorge Sousa Brito, Mestre Luís Filipe, Dr.ª Ana Paula Lima e demais colaboradores da Universidade, o meu muito obrigado pela oportunidade de apresentação pública deste conceito estratégico.





terça-feira, 16 de junho de 2009

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Blogjoint: A participação do cidadão na vida pública e o dever de votar

A consciencialização do poder e da soberania pelo POVO é sem dúvida a matéria que o permitirá a si próprio a defesa dos interesses comuns.

Constituição
Artigo 3º
(Soberania e constitucionalidade)
1. A soberania pertence ao povo, que a exerce pelas formas e nos termos previstos na Constituição.

Contudo, não obstante ao supra, a imersão nos interesses privado e a promiscuidade do homem o tem vendido ao desbarato ou o tem abstido de participar activamente naquilo que é o seu maior poder, o voto.

Defendo o voto, sempre, num ou noutro, candidato ou estratégia, ou mesmo em Branco.

Sigam o debate com estes jointers:

* Ku frontalidadi
* Teatrakacia
* Cafe Margoso
* geração20j73
* Blog di Nhu Naxu
* Tempo de lobos
* Passageiro em trânsito
* Pedrabika
* O jornal da hiena
* Nos blogue
* Amilcar Tavares
* Bianda

sábado, 13 de junho de 2009

Parlamento europeu foi a votos

"Hoje, pura e simplesmente, os europeus puniram os partidos que estão no poder, pela agitação económica e pela crise que enfrentam no seu quotidiano."
in: http://www.amilcartavares.com/2009/06/07/parlamento-europeu-foi-a-votos/

Para todos aqueles que não vão as urnas, seja porque motivo for, recomendo a leitura do Ensaio sobre a Lucidez, como forma de ponderar o peso do voto em branco, a diferença entre o abster-se de votar e o votar em branco...

recomendo...

"Num país indeterminado decorre, com toda a normalidade, um processo eleitoral. No final do dia, contados os votos, verifica-se que na capital cerca de 70% dos eleitores votaram branco. Repetidas as eleições no domingo seguinte, o número de votos brancos ultrapassa os 80%. Receoso e desconfiado, o governo, em vez de se interrogar sobre os motivos que terão os eleitores para votar branco, decide desencadear uma vasta operação policial para descobrir qual o foco infeccioso que está a minar a sua base política e eliminá-lo. E é assim que se desencadeia um processo de ruptura violenta entre o poder político e o povo, cujos interesses aquele deve supostamente servir e não afrontar."
http://html.editorial-caminho.pt

quarta-feira, 10 de junho de 2009

E HOJE ?


"...Conclui-se pois que a nível nacional, cerca de 69,9% da população do País não tem acesso a um serviço mínimo e adequado de evacuação dos excreta, recorrendo à natureza para a satisfação das suas necessidades fisiológicas;"

in: Diagnóstico do sector de água e saneamento em Cabo Verde
coordenado por: INGRH

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Cabo Verde, para onde vamos?

O que queremos que o nosso pais seja daqui a 20/30 anos?
Quais os sectores de actividades que queremos ver desenvolvidos?
Quais as competências que pretendemos ver nos nossos cidadãos?
Quais os valores culturais que queremos ver preservados?
Que sistema educativo deveremos apostar para os nossos jovens?

terça-feira, 12 de maio de 2009

sem medo da morte...

"Se o samurai manchasse a sua honra, a de seus ancestrais ou a do senhor feudal, ele deveria cometer o seppuku, o suicídio ritual com a própria espada.
Os samurais surgiram no século XII para defender os feudos dos xoguns nas inúmeras guerras internas que ocorriam no país. Eles tinham um rígido código de honra, o BUSHIDO, que significa caminho do guerreiro, cujo objectivo era aperfeiçoar o carácter por meio de rígidas regras de disciplina e comportamento.

BUSHIDO

1.A busca de uma morte digna. O samurai deve estar pronto para morrer a qualquer momento;
2.A preservação da honra pessoal, de seus ancestrais e de seu senhor;
3.Ao falhar ou manchar sua honra, dos ancestrais ou de seu senhor, o samurai teria de cometer o suicídio ritual, o seppuku;
4.O guerreiro deveria sempre carregar consigo o seu par de espadas. A espada era a sua alma;
5.Ser corajoso. Melhor morrer do que ser chamado de covarde;
6.Ser justo e benevolente com os mais fracos, mas exigir respeito;
7.Manter sua palavra a qualquer custo;
8.Dedicar-se às artes como forma de aperfeiçoamento;
9.Ter gratidão à família e às pessoas que o ajudaram;
10.Lealdade ao seu senhor e dedicação ao trabalho.

Os samurais desapareceram do Japão no período Meiji, com a perda de sua hegemonia e de seus privilégios. Contudo, algumas escolas desses guerreiros sobreviveram e ensinam o que actualmente é chamado de kenjutsu."

http://madeinjapan.uol.com.br

Picante

segunda-feira, 2 de março de 2009

BLUE OCEAN Strategy

1. Criar novos mercados, incontestáveis, e fazer da concorrência algo irrelevante. Este é o fundamento da proposta metodológica da Estratégia Blue Ocean. O rompimento com o preestabelecido. A criação de novos espaços de mercados, novas indústrias, novos modos de estar e operar, incontestáveis, e que relegam para trás a concorrência, dos mercados actuais, normalmente “sangrentos” (Red Ocean).

Correntemente, tenho me deparado de que o ser humano a frente da sua área de actuação, muitas vezes, quando confrontado com certos desafios arrojados de romper com o preestabelecido, se tem apressado a procura de justificações e explicações de “sistemas”, para defender mais a si próprio do que o negócio em si, perante os outros, dizendo de que no seu ou num determinado sector, indústria, mercado, ou tipo de organização, as coisas não são bem assim, mas sim, devem ser assim e ou assado, porque isto ou porque aquilo. Ou seja, sem nenhuma objecção lógica, embora plena de objecções psicológicas, rejeição tácita da ruptura, apatia na actividade e relutância em aceitar determinadas argumentações técnicas.

Pois bem, permitam-me aqui basear-me numa das mais brilhantes obras de que já li e tive oportunidade de estudar até hoje, Blue Ocean Strategy, escrita em 2005, por W. Chan Kim e Renée Mauborgne, ambos da Harvard University, para acordar algumas consciências e trazer ao debate nacional novas orientações e filosofias estratégicas de Gestão, seja ela de uma Empresa, Organização, Estado, Governo, ou qualquer outra forma institucional.

É certo de que todos compreendemos a importância crucial em que qualquer organização colectiva e mesmo individual enfrenta, na matéria de concorrência. Luta-se todos os dias uns contra outros, na procura de vantagens comparativas que permitam o sucesso individual em detrimento de outros. As Empresas de um determinado sector brigam, normalmente, por quotas de mercado, as Associações diversas pelas realizações e mobilizações de fundos, os Estados e Governos pelos rankings, atracção de investimentos e competitividade global, de entre os mais variados espíritos e propósitos resultantes da consciência clara de não estarmos sós, mas sim em permanente concorrência e competitividade global.

Contrariamente ao parágrafo acima, a estratégia Blue Ocean tal como foi proposta por W. Chan Kim e Renée Mauborgne, é um desafio as empresas no sentido de romperem com a concorrência sangrenta dos mercados e indústrias actuais (Red Oceans), pela via da criação de incontestáveis e novos espaços de mercado. Neste sentido, e ao invés de estarmos permanentemente a dividir e a batalhar pela procura, cada vez mais reduzida, e estar constantemente a procura de informações sobre concorrentes e similares (Benchmarketing), a estratégia Blue Ocean refere-se a espaços inexistentes, anteriormente, onde a procura será naturalmente nova e em crescimento, e principalmente, onde a concorrência não existe.

A pretensão destes dois notáveis estrategas, ao escrever este livro, foi não só abordar o conceito, mas também, fazer e trazer à formulação e execução do Blue Ocean um processo de decisão estratégica que deverá ser sistemático e capaz de ser accionado da mesma forma que as estratégias já conhecidas na competição dos “oceanos vermelhos”, das indústrias e mercados já conhecidos.

2. Para melhor se interpretar a estratégia Blue Ocean, convido à reflexão dos autores do livro: “Imagina um universo de mercados composto por dois tipos de oceanos, o oceano vermelho e o oceano azul. O oceano vermelho, representa todas as indústrias que existem actualmente. Este, representa os mercados conhecidos. Ao contrário, Blue Ocean (Oceano azul), será todas as indústrias que ainda não existem. Ou seja novos mercados que até então desconhecemos.

A interpretação do disposto acima deve ser entendido na perspectiva de que no Red Ocean, as fronteiras e limites do negócio (negócio, entendido na sua perspectiva lato) estão definidos e aceites, isto é, as regras da competição e concorrência são sabidas. Neste oceano, as empresas ou organizações tentam superar os seus rivais concorrentes pela via da conquista e manutenção de quotas da procura actual. Contudo, o ciclo de vida e a evolução dos negócios têm mostrado de que quanto mais o mercado crescer, os lucros e margem esperados, tendem a reduzir. O que muitas vezes, tende a levar com que os produtos comecem a se tornar mercadorias, e a concorrência serrada acaba por fazer deste oceano, sangrento. Por isso Red Ocean.

Blue Ocean, em contraste, é definido por espaços de mercados desconhecidos, a serem criados e uma oportunidade para elevados crescimentos dos lucros. No Blue Ocean a competição é irrelevante porque as regras do “jogo” ainda não foram definidas. Contudo, importa esclarecer que pese embora algumas Blue Oceans foram criados fora dos limites e fronteiras dos sistemas e indústrias existentes, a maioria foram criadas com a expansão das fronteiras dos mesmos sistemas e indústrias anteriores.

3. Naturalmente, é sempre importante “nadar” bem e com sucesso no Red Ocean através do ganho da batalha da concorrência. Este é mesmo determinante, por uma questão de sobrevivência do próprio negócio. Entretanto, não é menos verdade de que a evolução da oferta, a superar a procura na maioria das indústrias, fará da mera competição e concorrência na contratação de uma parte do mercado, embora necessário, insuficiente para manter uma performance elevada.

As Organizações, Empresas, Estados e Governos precisam de ir para além da batalha concorrencial e vantagens comparativas. Para agarrar novos lucros e oportunidades de crescimento, elas precisam, essencialmente de criar Blue Oceans.

Naturalmente, o desafio de se criar Blue Oceans não pode, de maneira algum, ser um processo irreflectido. Ele é um caminho que deve ser seguido de uma forma inteligente e responsável, fazendo coexistir a maximização das oportunidades e a minimização dos riscos.

Infelizmente, Blue Oceans não têm sido tão propagados e cultivados. Nos últimos vinte e cinco anos, a Gestão e a Estratégia têm se dedicado e baseado, fundamentalmente, na competição e concorrência, isto é, dentro do Red Oceans. O resultado tem sido um bom conhecimento cientifico e académico de como competir com eficiência nas “águas vermelhas”, por meio de analises e estruturas económicas de uma industria existente, para a determinação posterior da posição estratégica, venha a ser ela de Liderança de Custos, Diferenciação ou Especialização. Ou ainda, para se copiar as melhores praticas de outros player, fazendo Benchmarketing.

4. Os Gestores e Estrategas precisam se consciencializar de que a única forma de “abater” ou “aniquilar” a concorrência é parar de tentar “abater” ou “aniquilar” a concorrência. Isso mesmo, se queremos ganhar a batalha da concorrência a longo prazo, como se o ciclo de vida recomeçasse do momento de partida, onde grandes taxas de crescimentos, elevadas margens e lucros prosperam, temos de parar de nos comparar sistematicamente a concorrência e querer ser apenas melhor de que o outro.

Talvez a utilização da terminologia Blue Ocean seja novo, mas, para melhor compreensão do leitor, importa clarificar de que a sua existência não é. Blue Ocean é o futuro dos negócios, o passado e o presente. Se recuarmos no tempo a cerca de cem anos e nos perguntarmos: quantas indústrias de hoje eram conhecidas na altura? A resposta seria: inúmeras – indústria automóvel, indústria discográfica, aviação, petroquímicas e consultorias – por exemplo, eram desconhecidos na altura, ou estariam apenas a emergir nesta época. Mesmo que recuemos o relógio para trás a apenas trinta anos, encontraremos, novamente, muitas indústrias milionárias a surgirem, exemplo: os fundos de investimentos; telemóveis; novos combustíveis; biotecnologia; minipreços; entregas expressos; snowboards; bar caffés; home vídeos; apenas para enumerar algumas. Como podemos reconhecer, a apenas três décadas passadas nenhuma destas indústrias existiam nos seus plenos significados de hoje.

Estando claro o conceito estratégico do Blue Ocean, agora avancemos o relógio cerca de vinte anos a frente, ou melhor, cinquenta anos a frente, e perguntemo-nos a nos próprios: quantas indústrias que ainda nem conhecemos hoje, irão da mesma forma, vir a existir? Se a história prenuncia, o futuro terá as mesmas respostas, ou seja, certamente muitas mais indústrias existirão.

A realidade é que as indústrias nunca param. Eles desenvolvem continuadamente. As operações melhoram, os mercados expandem e player’s, normalmente, vêm e vão. A história tem nos ensinado de que temos uma vastíssima e subaproveitada capacidade de criar novas formas de estar, novos sectores, novas indústrias e outras vezes recriar outras existentes.


5. Para percebermos o impacto da criação de Blue Oceans, refira-se de que nos estados unidos, foram estudados, pela Universidade Harvard, 108 lançamentos de empresas. Da comparação efectuada entre elas, no que toca as receitas totais e os lucros gerados, encontrou-se o resultado de que 86% dos lançamentos tinham sido extensões das linhas de actuações, actuais, ou seja, inovações dentro do Red Ocean do mercado existente. Contudo, estas, até a data, representavam 62% do total das receitas totais, mas, apenas 39% do total dos lucros gerados pela total das mesmas 108 empresas.

Os restantes 14% dos lançamentos forma na expectativa de criar Blue Oceans. Estes gerarão apenas 38% do total das receitas, mas, representam 61% dos lucros.

Este estudo, teve em conta o total dos investimentos feitos para a criação do Red e Blue Oceans (incorporou os subsequentes resultados de receitas e lucros, incluindo os falhanços). A performance da criação de “águas azuis” é evidente.

Em jeito de conclusão, afirmo, sem pretensões demagógicas muito menos pseudo-intelectual, também em Cabo Verde ser possível raciocinarmos e lançarmos Blue Oceans. Mais, diria até que é absolutamente necessário para o nosso futuro. Neste sentido, e sem entrar em questões tecnocratas do processo de construção, metódica e cientifica, bem retratada no Livro do W. Chan Kim e Renée Mauborgne, desafio Cabo Verde, pela dimensão, história e oportunidade que mundo nos abre hoje, a reinventarmos negócios e sistemas de actuações, em qualquer tipo de organização, seja ela comercial ou institucional.

Não pactuemos e contentemo-nos com meras ascensões em rankings. Criemos um conceito e uma nova forma de estar. Criemos novos mercados, novas indústrias novos sectores, sobretudo se a humildade nos abraçar e nos consciencializarmos da nossa real dimensão e do quão sangrento que é o Red Ocean.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Ousadia

Titulo: Vom Kriege (Da Guerra)
Autor: Generals Carl Von Clausewitz
Data: Berlin 1832

A OUSADIA

"O seu lugar é em oposição à previdência e prudência.

...é um impulso nobre, a mais nobre das virtudes, o aço verdadeiro que dá à arma o seu gume e brilho, com a qual a alma se eleva acima dos mais formidáveis perigos, deve ser considerado um princípio activo que pertence particularmente à guerra.

...é necessário sobre o espaço, tempo, a quantidade e ainda uma certa % que a ousadia vencerá sobre a fraqueza dos outros sempre que alcançar o domínio... a ousadia é pois virtualmente um poder criativo...

...todas as vezes que a ousadia se defronta com a hesitação, a probabilidade do resultado é, por necessidade, a seu favor, porque o próprio estado de hesitação implica já uma certa perda de equilíbrio. Só quando se defronta com a cautelosa prudência (que podemos dizer ser igualmente arrojada e, em todas as instâncias, tão forte e poderosa como ela mesma) que a ousadia está em desvantagem, porém raramente acontece.

...de toda a multidão de homens prudentes no mundo, a grande maioria são-no por timidez. Entre as grandes massas a ousadia é uma força, cujo o especial cultivo não pode nunca ter feito em detrimento das outras forças, porque a grande massa é bem provável que tenha uma vontade mais alta como moldura e charneira da ordem de batalha e do serviço e por isso é guiado por um poder inteligente externo. A ousadia, aqui, nada mais é que uma nascente que está dominada até que a sua acção seja necessária.

Quanto mais alta é a patente tanto mais necessário é que a ousadia seja acompanhada por um espírito reflectivo, para que não se torne uma simples e cega explosão de paixão, sem nenhum propósito, porque com a elevação da patente é menos um caso de auto-sacrifício e mais um caso de preservação dos outros e do bem de todos. Onde os regulamentos de serviço, como uma segunda natureza, prescrevem leis para as massas, a reflexão deverá ser o guia do general e no seu caso particular a ousadia na acção pode, facilmente, tornar-se defeito (contudo é um belo defeito, e não deve ser considerado a mesma luz de qualquer outro).

...um exército onde uma ousadia intempestiva frequentemente se manifesta é uma crescença exuberante que denota um rico solo. Até a temeridade, que é ousadia sem objectivo, não deve ser desprezada, de facto, é a mesma energia de sentimento, apenas que é exercida com uma espécie de paixão sem qualquer cooperação das faculdades inteligente. Só quando ele ataca com as raízes da obediência, quando trata com desprezo as ordens de autoridade superior é que deve ser reprimida como um mal perigoso, não por causa de si mesma, mas por causa do acto de desobediência, porque nada há na guerra de maior importância do que a obediência."

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Estratégia

Titulo: Vom Kriege (Da Guerra)
Autor: Generals Carl Von Clausewitz
Data: Berlin 1832

Estratégia

Definição

"É a utilização da batalha para ganhar o fim da guerra… a estratégia forma o plano da guerra; e, nesse sentido, liga a série de actos que devem conduzir à decisão final, ou seja, faz os planos para as campanhas isoladamente e regula os combates que, em cada uma, deverão ser combatidos… terá de ir com o exército ao campo da batalha, para in loco organizar os pormenores e para fazer no plano geral as alterações que na guerra incessantemente se tornam necessárias. Portanto a estratégia nunca pode libertar-se do seu trabalho, nem por um momento."

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

e-commerce Vs. logística

Logística

Definir precisamente o significado de "logística" é, sem dúvida, uma tarefa fundamental no actual ambiente virtual. Para igualarmos as percepções, recorrermos a uma definição do Conselho Americano para Gestão Logística: "Logistics is that part of the supply chain process that plans, implements, and controls the efficient, effective flow and storage of goods, services, and related information from the point of origin to the point of consumption in order to meet customers requirements.

Os especialistas em comércio electrónico, são unânimes nas suas posições de que a logística é um pilar fundamental na construção de um projecto de e-commerce bem sucedido. Contudo é de conhecimento de todos que a Internet e o e-business obrigam as empresas a repensarem o seu formato de relacionamento com os seus clientes de forma geral. Um bom começo seria claramente a avaliação da logística do seu negócio.

Logística _ Comércio Electrónico

A Logística, face ao grande ritmo de crescimento das transacções virtuais transformou-se numa das principais barreiras ao desenvolvimento do e-commerce, especialmente no caso do comércio business to consumer - B2C, onde envolve produtos físicos para o consumidor final. O primeiro alerta geral ocorreu durante o último período do Natal (1999) nos Estados Unidos, onde a explosão das vendas pela Internet produziu um verdadeiro colapso nos sistemas de atendimento e entrega existentes. Um indicador da extensão do problema, captado por pesquisa realizada pela Júpiter Corporation, são os 25% de clientes insatisfeitos com o serviço de entrega de suas compras, feitas durante o período de Natal. Nada mais frustrante do que um presente de Natal equivocado, ou entregue após 25 de Dezembro.

O mais surpreendente é que isto tenha ocorrido exactamente nos EUA, um país com forte tradição logística, onde despontam empresas de excelência como a Wal-Mart, L.L. Beans e Frito-Lay, assim como prestadores de serviços de entrega rápida de reconhecida competência como UPS, FedEx, e o United States Postal Service - USPS. A explicação mais plausível para este "desastre" logístico passa pelo reconhecimento de que o comércio electrónico B2C possui características únicas, que criam procuras especiais, difíceis de serem atendidas pelos sistemas logísticos tradicionais, por maior que seja sua competência. Um indicativo deste fenómeno é o fato de que a própria Wal-Mart, mundialmente reconhecida pela excelência de sua logística, decidiu contratar um terceiro, a Fingerhut Cos. Inc., especialista no atendimento de pedidos de pequeno volume, afim de prestar serviço quanto às operações da sua loja virtual, ao mesmo tempo que a Amazon.com, o maior e mais conhecido retalhista virtual, decidiu investir cerca de US$ 300 milhões de dólares para criar uma infra-estrutura logística, composta de 7 grandes armazéns, especialmente organizados para o e-commerce, com o objectivo de gerar capacitação interna que lhe garanta uma diferenciação baseada na excelência dos serviços logísticos.

Caracterização da Logística do e-commerce

Ao contrário dos sistemas logísticos da velha economia, desenvolvidos para atender ao comércio entre empresas, e que normalmente são caracterizadas por grandes volumes de pedidos, onde a maioria das entregas são feitas paletizadas em lojas ou centros de distribuição, a logística do comércio virtual se caracteriza por um grande número de pequenos pedidos, geograficamente dispersos, e entregues de forma fraccionada porta a porta, resultando em baixa densidade geográfica, e altos custos de entrega. As estimativas existentes são de que as entregas porta a porta realizadas pelas empresas de comércio virtual, custam duas a três vezes mais caro do que as entregas do comércio tradicional realizado entre empresas.

Apesar das inúmeras possibilidades da Internet, o produto físico não pode ser enviado através da rede. Assim sendo, o sistema de distribuição é determinante para o sucesso ou fracasso das empresas que trabalham com o e-commerce B2C. Este cenário de mudanças cria enormes desafios e oportunidades para o desenvolvimento da logística em todos os locais onde o e-commerce está evoluindo.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Saramago em Intimidade

Intimidade

No coração da mina mais secreta,
No interior do fruto mais distante,
Na vibração da nota mais discreta,
No búzio mais convolto e ressoante,

Na camada mais densa da pintura,
Na veia que no corpo mais nos sonde,
Na palavra que diga mais brandura,
Na raiz que mais desce, mais esconde,

No silêncio mais fundo desta pausa,
Em que a vida se fez perenidade,
Procuro a tua mão, decifro a causa
De querer e não crer, final, intimidade.

José Saramago

Cábula: CULTURA ORGANIZACIONAL

Cultura organiz.-perspectiva simbólica_tem origem na sociologia e antropologia, surge c/o uma opção explicativa p/ a ambiguidade e imprevisibilidade das teorias organizs (pós Ford e pós Taylor). Importa aqui o trabalho dos indivíduos e as suas interacções e ñ a tecnologia. Introduziu estudos de mitos, ritos, rituais e histórias c/o forma de dar sentido à realidade organizacional. Porquê? Anos 70 e 80, onde desenvolve-se, c/ diversas técnicas e credibilidade operacional (instrumentos q medem este fenómeno). MILAGRE JAPONÊS_grande desenv. humano acompanhado do deasenv. económico. Produção de bens de qualidade a baixo preço. EUA interessam por este fenómeno e conclui que tudo isto deve-se ao factor humano e a forma c/o a cultura japonesa trata e acolhe os seus empregados. OUCHI-1981_ Teoria Z- estudo da cultura japonesa e o seu sucesso. Aspectos gerais da teoria_ 1º existência de mecanismos de controlo, a filosofia da administração, ou seja a confiança, o igualitarismo através de controlo implícito. 2º existência de uma cultura organizacional: símbolos, cerimónias, mitos e ritos. 3º tomada de decisão, envolvendo normal// um grupo,c/ opinião consensual c/o ideia base, processo longo moroso e participativo. 4º valores colectivos, crença no colectivismo, maior participação e estimulo. 5º interesse holistico pelas pessoas, relação intima entre a organização/pessoas e entre colegas, participação c/o meio de ultrapassar problemas. DEAL e KENNEDY, empresas fortes são + capazes e + competivivas. PETERS e WATERMAN, 1982, debruçam sobre os valores que caract. as empresas no top 500 da fortune. SMIRCICH, 1983, SHEIN, 1985, definição operacional da cultura. DESVANTAGENS, CULTURA C/O PASSIVO: aspectos negativos, são as barreiras a mudança, 2º ROBINS, a cultura é um passivo quando os valores partilhados ñ estão em acordo c/ aqueles que promovem a eficácia da organização. Barreiras à diversidade; barreiras a fusões e aquisições.ORGANIZAÇÃO TEM UMA CULTURA_ GESTÃO- a organização é vista c/o sendo composto por um conj. de variáveis entre os quais se inclui a cultura, enquanto conj. de signifi. e valores subjacentes na org.: exteriorização. A cultura aqui é um subsistema na org. tal c/o outros, q deve ser gerido para aumentar a eficácia da org., deve estar em armonia c/ os outros. ORGANIZAÇÃO É UMA CULTURA_ ANTROPOLOGIA- perspectiva holistica, a org. enquanto cultura é uma construção e ñ uma exteriorização, neste caso, a cultura é descrita em termos cognitivos: o conhecimento a q os indivíduos recorrem p/ interpretar a realidade em q vivem e fazem viver; em termos simbólico: modo através do qual os indivíduos partilham um sentido comum da realidade. A realidade vai sendo construída e reconstruída pelas acções e interacções dos seus empregados. DEFINIR E MEDIR A CULTURA OPERACIONAL//: a) manifestações folclóricas ou visíveis: cerimónias, ritos, heróis, mitos, símbolos, linguagem. b) manifestações não visíveis que facilitam ou prejudicam a concretização dos objectivos organizacionais, e a integração necessária para essa realização: normas grupais, atitudes, significados partilhados, filosofias e valores; têm-se o conhecimento destas manifestações através de tomadas de decisões. EDGAR SHEIN - analise de elementos da cultura, 3 níveis: a) ARTEFACTOS, folclóricos, todos os fenómenos observáveis a nu na org. ex: organização do espaço físico, tecnologia, padrões de comunicação, linguagem escrita, lendas, heróis…(revelam pouco da org. são apenas meios indicadores). b) VALORES MANIFESTOS, incluem valores, crenças do grupo, princípios e filosofias. Menos visíveis mais conscientes, pois ainda são discutidos. c) PRESSUPOSTOS BÁSICOS, quando os valores são inquestionáveis e ñ são discutidos, tornam-se pressupostos interiorizados. É o nível menos consciente, inclui a essência da cultura org., são soluções do grupo para os problemas que foram interiorizados de tal forma que se tornaram indiscutíveis. Pressupostos implícitos e crenças fundamentais que guiam o comportamento dos indivíduos, e determina como cada um sente, percebe e interpreta a realidade que o rodeia (difícil// modificáveis) ex: ciclo burocrático, trabalho mecanizado. Dos artefactos para pressupostos é = consciente para o inconsciente, que á = a formal para informal. Na prática os estudos ficam pelo b) o resto é difícil de medir. MECANISMOS DE TRANSMISSÃO DA CULTURA a) métodos de recrutamento, identificar e contratar indivíduos que tenham o conhecimento, as habilidades e capacidades de desempenhar com sucesso os cargos dentro da organização. b) actuação da gestão de topo, através do que dizem e como se comportam, os executivos seniores estabelecem normas que passam para o resto da org. c) papel dos lideres de grupo d) métodos de orientação e socialização, todo o processo de adaptação, composto por pré chegada, encontro e metamorfose.
LIDERANÇA ORGANIZACIONAL_ Conjunto de actividades de um individuo q ocupa uma posição hierárquica// superior, dirigidas para a condução e orientação das actividades dos outros membros c/ o objectivo de atingir eficazmente o objectivo do grupo.
TEORIA DOS TRAÇOS- até 2ª guerra mundial, psicólogos procuravam responder a questões tipo _quem são os líderes naturais? Em que diferem pessoas que alcançam a liderança daqueles que nunca deixaram de ser subordinados? Diferenças de personalidade entre lideres e subordinados e lideres eficazes e ineficazes? Conjunto particular de traços numa pessoa, que lhe conferem maiores possibilidades de se tornarem líderes eficazes com sucesso.
TEORIA COMPORTAMENTAL_o que é que um líder faz?, o que é que um líder eficaz faz? OHIO STATE UNIVERSITY ---- UNIVERSITY OF MICHINGAN. ABORDAGEM SITUACIONAIS_ liderança de FIEDLER (traços); TEORIA DOS MEIOS E FINS HOUSE (comportamental).
TEORIA CONTINGENCIAL DE FIEDLER, efeito moderador da situação entre a personalidade de líder eficaz e do grupo. Contem três elementos 1- Medição da Liderança; 2- Definição e Construção da Variável Situacional Moderadora; 3- Descrição da Relação entre os Traços do Líder e a Eficácia da equipa. a medida utilizada para caracterizar os diferentes líderes, foi a escala LPC. Hipótese central- o tipo de atitude de liderança requerido para o desempenho eficaz do grupo, depende do grau em que a situação grupal é favorável ou desfavorável p/ o grupo. 2º FIDLER a eficácia da liderança depende não só do estilo e personalidade do líder mas também da situação no qual actuam os líderes e a equipa.
TEORIA DOS MEIOS-FINS HOUSE- explica como o líder afecta a eficácia do grupo. O líder têm função de aumentar as recompensas pessoais dos subordinados em função do alcance dos objectivos de trabalho, tornar mais fácil o percurso para se aceder as recompensas através de redução de obstáculos e aumento de oportunidades. 2º HOUSE o comporta// do líder afecta a satisfação dos subordinados para com ele próprio, na medida em que os subordinados vêm esse comporta// c/o fonte de satisfação imediata ou c/o instrumento p/ satisfação futura. (HOUSE e DESSLER). House e Mitchell distinguiram quatro estilos de liderança: 1-Liderança Apoiante, comparável à dimensão consideração na abordagem de Ohio; 2- Liderança Directiva, comportamentos c/o a transmissão de linhas de orientação específicas, inexistência do seguimento de regras e procedimentos, clarificação dos papéis; 3- Liderança Participativa, inclui a consulta individual dos membros da equipa ou do grupo c/o um todo, levar em conta as sugestões apresentadas pelos subordinados; 4- Liderança Orientada para a Realização, que consiste em enfatizar o alcance de objectivos, em definir objectivos de desempenho desafiantes, em sugerir formas de melhoria do desempenho e em monitorizar esse mesmo desempenho.
LIDERANÇA TRANSFORMACIONAL_ processo de influenciar as grandes mudanças nas atitudes e asserções dos membros da organização e a criação de compromissos com a missão ou objectivos da organização. (YULK, 1984:204). alarga os objectivo e motiva os trabalhadores para patamares mais elevados. LIDERANÇA TRANSACCIONAL_ baseia-se na relação líder subordinado. Burns- opostos; Bass_adicionais.
LIDERANÇA CARISMÁTICA DE HOUSE_ descreve o comporta// dos líderes carismáticos e c/o se distinguem dos outros líderes. O carisma é definido c/o «a influência exercida ao nível das orientações normativas dos subordinados, do envolvimento emocional com o líder, e do desempenho dos subordinados, devidos ao verdadeiro comportam// do líder» HOUSE 1990:216. têm elevada necessidade de poder, elevada auto-confiança e uma forte convicção nas suas próprias crenças e ideias. Caracteriza-se por criação de impressos de competência e sucesso, transmissão de uma visão apelativa de como o futuro pode ser, servir de exemplo para os subordinados, definir os papéis dos mesmos de forma apelativa, comunicar expectativas elevadas e mostrar confiança na competência dos subordinados para alcançar essas expectativas e activar motivos relevantes p/ a missão do grupo de trabalho. BASS defende três dimensões: 1-Carisma=fé e respeito e à inspiração e encorajamento transmitidos pela presença do líder; 2-Consideração Individualizada= indicativos de apoio e confiança; 3-Estimulação Intelectual= desafiar os subordinados a repensar o problema de novas formas.
LIDERANÇA SITUACIONAL DE HERSEY BLANCHARD_ avalia ou centra-se não só nos líderes mas sim nos seguidores. O estilo deve ser adaptado a maturidade dos trabalhadores, são eles que aceitam ou rejeitam o líder. A eficiência do sucesso do líder depende e baseia-se nas acções dos subordinados. Maturidade_ capacidade de um individuo assumir responsabilidades pelo seu comportamento.Maturidade Profissional_ saber fazer aliado aos conhecimentos técnicos e aptidões. Maturidade Psicológico_ vontade e motivação para se responsabilizar pela execução da tarefa. Níveis de maturidade: 1-sem competência nem quer assumir respons. Pelo seu trab. 2-tem responsabilidade e vontade mas não tem competência. 3- tem compet. não tem vontade. 4-competente e tem vontade. Estilos de Liderança: 1_telling definir papéis e informar c/ quando como e onde executa-lo.(elevada tarefa baixo relacionamento); 2_selling dá ordens e preocupa-se em convencer os subord. (elevada tarefa elevado relacion.); 3_participating partilhar a decisão c/ trab. Concentra-se na comunicação. (reduzida tarefa elevado relacion.); 4_delegating nem dirigi nem apoia apenas delega (reduzida tarefa e baixo relacion.)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

INOVAÇÃO Marketing

“Marketing e INOVAÇÃO são as duas únicas funções de um negócio. As únicas que produzem resultados. Tudo o resto são custos” Peter Drucker

Só alcança a INOVAÇÃO quem inventa com base em sua criatividade própria, produto da sua capacidade de ruptura com o estabelecido. Emílio Fernandes Rodrigues



Hoje a INOVAÇÃO é um dos termos mais pronunciados e reclamados para a batalha da competitividade, na procura de vantagens concorrenciais por parte das empresas, Estados e demais Organizações.

Mas afinal, o que é INOVAÇÃO?

Para Lambin (McGraw-Hill publications) a INOVAÇÃO é o resultado de uma vontade explícita de mudança e não a simples consequência de um feliz acaso. A INOVAÇÃO é a aplicação original e conseguida de um conceito, duma descoberta ou duma invenção portadora de progresso.

Neste sentido, a INOVAÇÃO não pode ser resumida nos conceitos de criatividade ou invenção. Estes, embora associados, são etapas para a INOVAÇÃO, que se difere das mesmas pela perspectiva pragmática, pela sua envolvência social, económica, cultural e pela sua interdisciplinaridade.

Criatividade: a capacidade do Indivíduo para gerar novas ideias, conceitos e teorias, em resultado de um processo unidimensional (saber), essencialmente cognitivo.

Invenção: é a consequência primeira da Criatividade, traduzida num processo ou num protótipo que resulta do enlace entre o conhecimento, nomeadamente acumulado, e uma ideia inteiramente nova.

A INOVAÇAO, deve ser entendido com a aplicação das novas ideias e ou das invenções, com base na criação ou na melhoria de processos, produtos e ou serviços. Este por sua vez, independentemente da intensidade tecnológica que se lhe integre, deverá ser portador de valor económico, social e cultural, aprovados pela procura.


Processo Cognitivo
Criatividade
Saber

Processo Tecnológico
Invenção
Saber-Fazer

Multi-dimensional
INOVAÇÃO
Saber-Fazer-Usar-Vender-Manter

Enquanto que a Criatividade é o produto de um processo Unidimensional, de essência cognitivo (saber), a Invenção, por sua vez, será consequente de um processo Bidimensional, de essência tecnológico (saber-fazer), e a INOVAÇAO, este, resulta de um processo Multi-dimensional (saber-fazer-usar-vender-manter).


Qual a importância de INOVAR? Para quê INOVAR?

A INOVAÇÃO está intimamente interligada com estratégias de mudança no intuito único do alcance da VANTAGEM CONCORRENCIAL. Isto é, na procura em dominar melhor do que os concorrentes uma competência que constitua um factor decisivo (ou Crítico) de sucesso num determinado domínio de actividade. Este Factor Crítico de sucesso deve ser uma característica própria das propriedades da actividade.

Assim, uma vantagem concorrencial deve ser entendido como o alcance de o grau superior, um perfeito grau de domínio, que tende para o perfil ideal de influência desse factor pela Empresa, Organização ou Estado, quando comparado com os demais concorrentes e players do sector ou da indústria, em questão. Esta vantagem, desta feita, deverá ter bases sólidas e se constituir, para os potenciais e actuais concorrentes, uma barreira difícil de transpor.

Deve ser decisiva uma vantagem concorrencial, deve criar depressa uma distância relativamente aos concorrentes, deve recostar-se num Factor Crítico de sucesso, considerada importante, se não mesmo determinante, pelo consumidor. Ela, para além de durável, não pode ser posta em causa a médio prazo. A vantagem deve ser defensável do ponto de vista em que os concorrentes não a possam anular facilmente, e assentar-se em competência únicas.


Como INOVAR?

INOVA-SE, na procura de novas ideias para o desenvolvimento e competitividade do negócio, do sector, de uma indústria ou de um Estado. Mas, inova-se com processos e rigor tácito.

FONTES DE PESQUISA e ou os intervenientes decisivos, normalmente, podem ser provenientes quer de recursos internos quer de externos:

Recursos Internos: A Direcção, o pessoal, a força de vendas, os serviços de investigação e desenvolvimento, um qualquer grupo de trabalho instalado para o efeito (exemplo: Venture Team);

Fontes Externas: Investigadores e inventores, gabinetes de R&D, Research & Development (Investigação e Desenvolvimento, I&D), estudos, revista profissionais, concorrentes, estudos de mercado externos, clientes e distribuidores, associação de empresas (co-branding), parcerias com universidades, entre outras.

Contudo, não obstante às fontes, a INOVAÇÃO, pode e deve ser produto de técnicas específicas de pesquisa e criação. Estas técnicas podem ser assumir as mais diversas formas, como por exemplo:

BRAINSTORM, dizer tudo o que vem à cabeça a partir de uma ideia central;
SINÉTICA, igual ao brainstorm mas de forma indirecta;
INVENTÁRIO DAS CARACTERÍSTICAS, estabelecimento de uma lista de atributos, modificando-os;
MORFOLÓGICO, identificar a partir de um produto, alguns dos seus elementos;
MATRIZES DE DESCOBERTA, associar produtos para encontrar novos produtos;
ANÁLISE FUNCIONAL, detectar problemas entre o consumidor na utilização desses produtos;
CAIXAS DE IDEIAS E SUGESTÕES, manter o interesse das pessoas na criação de novos produtos e ideias;

Naturalmente, a selecção da técnica mais adequada é produto da natureza do próprio negócio ou situação competitiva, pese embora, seja ainda necessário sobre estes proceder a “FILTRAGEM DE IDEIAS”, na procura: de detectar e eliminar ideias negativas o mais cedo possível; analisar a capacidade real de produção; o potencial comercial a curto prazo; o potencial comercial a longo prazo; o potencial de crescimento; a análise de exequibilidade total; entre outros não menos importantes.

Após filtragem, a retenção das ideias que possam vir a ser, mais tarde, técnica e comercialmente realizáveis tendo em conta os recursos da empresa começam a constituir-se a primeira base para a INOVAÇÃO. Assim, as empresas deverão dedicar-se aos produtos que sejam capazes de fabricar especialmente ao nível dos equipamentos, do pessoal e do seu “knowledge”.

A existência de uma ideia é uma possibilidade de produto. Um conceito é uma descrição dessa ideia sob a perspectiva das vantagens que o consumidor daí possa retirar.

Importa acrescentar de que a INOVAÇÃO é uma atitude. Ela é e reflecte a nossa capacidade de imaginar, de adoptar a novidade, de pôr em causa a rotina, de escrutinar os hábitos. Assim, é esta atitude intrínseca que faz da INOVAÇÃO um risco, isto é, ela implica que se confronte com o desconhecido, que se tente a experimentação. Implica também uma abordagem multidisciplinar e sobretudo a colisão com o “comodismo”, a ruptura. Porém, a competitividade global configura como maior o risco de NÃO INOVAR. Já houve quem disse que “o maior risco de um negócio, é não se assumir riscos no negócio”. Naturalmente, devem é ser calculados os riscos.


Quais os resultados para a Empresa, Estado ou Instituição que INOVA?

VANTAGEM em se ser PRIMEIRO. A vida economia de um player, seja ela num sector, indústria ou estado, é o produto de uma luta entre os participantes do mesmo, sejam eles efectivos ou potenciais. Mesmo em mercados monopolistas o risco de uma entrada potencial, de outro, em utilizar a INOVAÇÃO para a sua maior penetração imediata, deverá obrigar ao monopolista a procura de elevação das barreiras a estes através de uma INOVAÇÃO constante e em primeira-mão. Noutros mercados com pluralidade de player’s existem os que querem mudar o estado das coisas e os que querem manter as coisas ao modo antigo (ou actual). Como em qualquer batalha a vantagem está normalmente do lado dos que atacam ou defendem com imaginação. A INOVAÇÃO tecnológica, por exemplo, é uma arma prioritária nesse combate e uma estratégia de sobrevivência. Exemplo, Microsoft.

A INOVAÇÃO não tem de ser entendida na perspectiva em que se esgota na revolução tecnológica, pelo contrário, ela é múltipla e diversa. Pode ser, pela introdução de um novo produto (ou uma melhoria na qualidade de um produto já existente); pela introdução de um novo método de produção; pela abertura de um novo Mercado de actuação; uma nova fonte de fornecimento de Matérias-Primas; uma nova forma de organização; uma nova constituição dos procedimentos; entre outros.

Os exemplos acima, podem ser enquadrados nos variados Tipos de INOVAÇÃO nas quais se podem categorizar:

Produto, Conceito, Tecnologia ou Apresentação;
Processo;
Produção;

Tendencialmente as formas de INOVAÇÃO, assume características:
RADICAL, quando, normalmente, baseadas em R&D;
INCREMENTAL, quando, normalmente, resultantes das pressões do mercado;

Os motores para INOVAR podem ser o facto dela estar a ser induzida pela Tecnologia ou pelo Mercado. No entanto a Chave da INOVAÇÃO está no pensar e imaginar livremente, experimentar cuidadosamente e executar prudentemente. Só desta forma a INOVAÇÃO poderá funcionar.

Não obstante, para que uma INOVAÇÃO funcione, é necessário ainda, identificar o ponto de partida e definir o caminho a seguir. Normalmente, uma auditoria ou diagnóstico tecnológico é uma das melhores formas de se posicionar e definir estratégias tecnológicas. As auditorias tecnológicas devem ser realizadas por especialistas de INOVAÇÃO e com total colaboração das entidades auditadas. Assim, deve-se adoptar uma forma sistémica de reagir a problemas, estudar processos e tendências e procurar sempre a resposta a questão dos resultados almejados.

Permitam-me enquanto Marketeer, afirma de forma peremptória de que as instituições devem obrigar-se a INOVAR, radical e periodicamente. Devem adoptar ferramentas de apoio à criatividade, contar com gestores de projecto interno para os gerir, as Hierarquias e geometria variável, criar um ambiente e seu crescimento propício ao fomento de ideias e reunir mais e melhores recursos: Humanos e financeiros.

A INOVAÇÃO e o MARKETING São as duas faces da mesma moeda. Estão intimamente ligadas num círculo de melhoria contínua em resposta a competitividade do e para o mercado.

Emílio Fernandes Rodrigues
Marketeer IPL – ESCS



Definições de INOVAÇÃO
“Processo de transformar oportunidades em novas ideias, colocando-as no Mercado”;
“INOVAÇÃO é um conceito holístico, envolve a aplicação comercial das invenções, incorpora desde os aspectos de criação e descoberta até aos de difusão e aplicação”;
“Um instrumento dos empreendedores, através do qual estes exploram a mudança com uma nova oportunidade para um novo produto ou serviço”;
“Um fenómeno complexo. O processo através do qual a INOVAÇÃO emerge, que não segue um padrão linear, é caracterizado por mecanismos de feedback complexos e por relações interactivas”;
“As empresas ganham vantagens competitivas através de actos de INOVAÇÃO. Estas encaram a INOVAÇÃO em sentido amplo, incluindo o uso de novas tecnologias e novas formas de realizar as tarefas”;