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terça-feira, 29 de junho de 2010

ZEE

Este é o único Ranking em que Cabo Verde está dentro das 40 maiores do Mundo. Cabo Verde é o 36º país com maior ZEE no mundo.

ZEE

por um modelo de desenvolvimento único e sustentável

Cabo Verde, detêm pouco mais de 4 mil km² de território, mas conta com cerca de 800 mil km² de ZEE. O país, ainda, não explora convenientemente a sua actual ZEE nem do ponto de vista de exploração (recursos), gestão e muito menos controle da região. Estes, quer em matéria territorial, marítimo, pesqueiro, ambiental, económico, entre outros.

Um aumento da nossa ZEE para as 350 milhas náuticas permitiria ao país incrementar, categoricamente, o seu potencial no mundo. Os recursos que poderemos prospectar e explorar serão duplicados com esta extensão, aumentando exponencialmente a oportunidade de acesso às energias fósseis, minérios, recursos pesqueiros, de entre as mais variadas possibilidades que o elemento menos explorado do universo, o mar, possa oferecer.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Zona Económica Exclusiva

Na Cidade do Mindelo, de 21 a 23 de Junho de 2009, na Sala de Conferencia do Hotel Porto Grande, decorreu o segundo Atelier Sub-regional sobre os Limites Exteriores da Plataforma Continental para além das 200 milhas náuticas.

Tema este que abordei em tempos atrás, procurando explicar a pertência de um debate nacional em torno da ZEE. Cheguei ainda ao ponto de dizer que para mim esta é a Nova Guerra Fria, explicando o processo de Portugal, a título de exemplo e abrindo o debate para a nossa situação.

A informação pública é de que o Governo de Cabo Verde elaborou, em colaboração com o Governo do Reino da Noruega, dois projectos de Acordos de cooperação nessa meteria, a saber: "Acordo Quadro de Cooperação Sub-Regional entre Cabo Verde, Gâmbia, Guiné-Bissau, Guiné Conakry, Mauritânia e Senegal" e o "Acordo de Cooperação Técnica e Financeira entre esses seis países e o Reino da Noruega".

Assim, este evento elaborado é enquadrado na abordagem sub-regional que se adoptou, decorrente do primeiro encontro, na preparação dos projectos de Extensão da Plataforma continental entre seis Estados Africanos: Cabo Verde, Gâmbia, Guiné-Bissau, Guiné Conakry, Mauritânia e Senegal.

A questão me preocupa é a sensibilidade deste assunto e a pertinência, no meu entender em se criar um debate global antes de qualquer engajamento nacional sem consenso interno. Para mim a ZEE é a nossa única e natural plataforma de Desenvolvimento futuro. Aliás acabei de efectuar uma apresentação na Universidade Lusófona de Cabo Verde defendendo esta tese. Por isso, todo o cuidado é pouco em matéria de gestão deste processo em conjunto com outros. Temos condições e interesses maiores a defender individualmente.

Não sou contra, mas recomendo prudência e debate alargado, pois há cá no país quem pode discutir este tema com elevação.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Obrigado,


pela tua erudição, irreverência, sapiência, inteligência, indevoção. Obrigado pelo destemor, alforria, emancipação, liberdade, coragem. Neste mundo, onde a falsidade e a representação pobre, doentia e repugnante prolifera, tu me cultivaste a recusa cabal a submissão e diplomacia hipócrita como forma de confortar outros. Ensinaste-me a ser eu, hoje, amanhã e para sempre, e quiçá ainda depois.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

"sou a SANTA e a PROSTITUTA"

Fergie

joaoejeremias.wordpress.com

PROSTITUIÇÃO
"A lei de Cabo Verde não penaliza a prostituição. E pela proliferação de prostitutas operando tanto às escondidas quanto abertamente na Ilha do Sal, há mercado para esse tipo de negócio. Embora ela não se descreva como tal, a moça de minissaia e carteira de penas brancas que passa as horas seguintes entre as discotecas e os bares de Santa Maria, é uma prostituta à caça de clientes. “Meu trabalho? Eu trabalho num restaurante”, diz essa mulher de 29 anos, mãe de três filhos. Original da Ilha de São Vicente, ela prefere ser chamada de Carla. Depois de algumas cervejas bebidas com canudo, Carla se abre: “O negócio ficou melhor para nós, cabo-verdianas, porque a polícia recentemente se livrou de todas as nigerianas e senegalesas. Agora há menos competição.” Como Carla, muitos dos mais de 17 mil habitantes da Ilha do Sal emigraram de outras ilhas e da parte continental de África, atraídos pelo crescente turismo e pela construção ao redor de Santa Maria. Mas na chegada, a realidade se mostra mais dura do que o esperado e algumas entram na prostituição para sobreviver."


"As cabo-verdianas envolvidas na venda do sexo tendem a ser mais discretas sobre sua linha de trabalho que as estrangeiras. “Nós vemos mulheres da costa africana nas ruas, trabalhando como prostitutas. As cabo-verdianas vão às discotecas, restaurantes, e vivem com estrangeiros. É difícil distinguir se a relação é de prostituição ou não” Jorge Figueiredo Presidente da Câmara do Sal

“Encontras prostitutas tanto cabo-verdianas como estrangeiras nas ruas aqui, principalmente em Santa Maria. Mas como todas as pessoas daqui se conhecem, as prostitutas cabo-verdianas são geralmente muito mais discretas sobre o que fazem.” Sérgio Rodrigues, secretário do Comité Municipal de Luta Contra a Sida na Ilha do Sal

Wikipédia: "A prostituição pode ser definida como a troca consciente de favores sexuais por interesses não sentimentais, afetivos ou prazer. Apesar de comumente a prostituição consistir numa relação de troca entre sexo e dinheiro, esta não é uma regra. Pode-se trocar relações sexuais por favorecimento profissional, por bens materiais (incluindo-se o dinheiro), por informação, etc. A prostituição é praticada mais comumente por mulheres, mas há um grande número de casos de prostituição masculina em diversos locais ao redor do mundo. A Organização Mundial do Turismo (OMT) (1995) define o turismo sexual como “viagens organizadas dentro do seio do sector turístico ou fora dele, utilizando no entanto as suas estruturas e redes, com a intenção primária de estabelecer contactos sexuais com os residentes do destino”. Ryan (2001) por sua vez, entende que se trata de um tipo de turismo onde “o motivo principal de pelo menos uma parte da viagem é o de se envolver em relações sexuais. Este envolvimento sexual é normalmente de natureza comercial“."


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terça-feira, 8 de junho de 2010

"minha senhora, eu sou apenas um passageiro igual a senhora!"

Esta foi a resposta que o Senhor Ministro MANUEL INOCÊNCIO SOUSA, Ministro das Infraestruturas, Transportes e Telecomunicações, CANDIDATO À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DE CABO VERDE, deu à uma Senhora Emigrante Caboverdeana em Holanda, passageira do voo VR 6021, que lhe perguntou: Senhor Ministro que pensa de toda esta confusão?

domingo, 6 de junho de 2010

VR 6021


O VOO
O Voo VR 6021 deveria ser uma partida PRAIA/MINDELO/LISBOA, no dia 04 de Junho de 2010 às 15h20. Por isso, foi informado aos passageiros de que deveriam estar no aeroporto às 14h00 para check in. Assim sendo, rumo ao aeroporto às 14h00, a partir da Achada Santo António, chegando às 14h15 minutos. Depois do check in feito, o talão de embarque previa o embarque Às 14h50 minutos. Depois de um café, dirige-se a sala de embarque com todos os outros passageiros, conforme a informação obtida pelo sistema sonoro.

MEIA VOLTA NA PISTA

Na sala de embarque, depois de cerca de 40 minutos de espera, somos chamados a embarcar. Começa-se o rasgar do talão de embarque e a saída pela porta, caminhada na pista, com direcção a uma Boeing ou Air Bus (confesso não saber) da companhia aérea CAIMA, supostamente alugado pela TACV para efectuar o respectivo voo, na medida em que havia impossibilidade de um dos Boeings nacionais operar, e o outro teria acabado de sair com destino a Boston. Depois de já na pista, somos chamados a regressar a sala de embarque, porque segundo uma assistente, o avião ainda não estava preparado e teria havido erro nas comunicações entre o referido aparelho e o pessoal de terra. Isto tudo por volta das 16h, sensivelmente.

VOO LISBOA
AEROPORTO DE MINDELO NÃO RECEBE VOOS À NOITE ou
BLOQUEIO DA ASA POR FALTA DE PAGAMENTO

Depois de esperar mais 1 hora, denota-se de que o referido Boeing estava a retirar as malas que se teria já colocado dentro. Não percebemos o porquê nem ninguém vinha falar connosco sobre o nosso voo, a que horas ia se realizar, se se ia realizar ou não. Blackout total. Para nosso espanto, inicia-se uma informação sonora anunciando que apenas os passageiros de Lisboa deveriam seguir viagem, para os restantes cujo destino é Mindelo nenhuma informação do quê, porquê nem quando viajariam. Estava já próximo das 18h quando os passageiros de Lisboa embarcaram. Segundo alguns curiosos teria sido o facto de Mindelo não poder receber um avião daquela estirpe depois das 19h que estaria na origem da decisão de fazer viajar apenas os passageiros de Lisboa, de forma directa, sem passar por Mindelo. Da TACV ninguém assistia os passageiros nem informava o que se passava. O que é certo é que todos os passageiros de Lisboa entraram no avião para deslocar rumo a Lisboa. Todavia, cerca de 15 minutos depois começavam a ser postos fora do avião, com informação de que o voo Lisboa teria sido cancelado. Todos foram colocados numa camioneta e dirigidos a instalações hoteleiras da capital. Outros diziam que afinal agora a questão seria falta de pagamento a ASA que levou a que este voo não se efectuasse.

MUDANÇA DE TURNO

Para além de não ter havido informações às pessoas que tinham destino Mindelo, mantiveram-se todos na sala de embarque como se o Voo estivesse a ser operacionalizado, sendo questões de momentos, já que não havia informações nem assistência da TACV. Antes mesmo do incidente Lisboa, eu dirigi-me a supervisão pedindo informações. A resposta que obtive, eram cerca de 18h00, é de que a supervisão que lá se encontrava tinha acabado de entrar sem encontrar nenhuma informação de atraso de voos e sem saber ao que eu me referia. Todavia, tendo eu reclamado alimentação e chamada telefónica, a mesma foi muito generosa e simpática, e sem saber da situação, segundo ela, pegando do talão de voucher e me passando um direito a 400 escudos de Lanche a ser consumido no bar do aeroporto. Quando sai da sua sala encontrei com outros passageiros que me perguntaram o que se passava. Depois de ter conversado com eles e explicado o que teria feito, todos resolveram ir também buscar o voucher de alimentação. Ao que percebi, este a acabou para ser estendido a todos os passageiros.

FENÓMENO MANUEL INOCÊNCIO SOUSA
(Ministro das Infra-estruturas, Transportes e Telecomunicações)

Depois do Lanche, e da Supervisora ter dito de que o voo era uma questão de momentos, dirigi-me de novo a sala de embarque. Assim também fizeram todos os demais passageiros. De repente já por volta das 20h, apercebeu-se que se colocou um voo de ATR, PRAIA/MINDELO, VR 4023 (se eu não estiver em erro) para cerca das 21h. Parecia de que estaríamos prestes a sair para Mindelo. Para o nosso espanto começam a entrar também na sala de embarque outras pessoas que supostamente iriam viajar para Mindelo, num voo programado para esta hora. Os passageiros que estavam por viajar desde as 15h ficaram indignados por para além de não estarem a ter informação, iria haver um voo com o mesmo destino de que o atrasado, sem a natural execução da precedência de prioridade de voos. Em toda a parte do mundo, é regra, os voos para um destino, quando atrasam, atrasam todos os outros para o mesmo destino, obedecendo a prioridade e precedência de voo. Pelos vistos excepto nos TACV, que como tinha neste voo da noite, como passageiro, o senhor ministro Manuel Inocêncio Sousa, que por mero acaso é só a tutela dos TACV, não aplica esta regra, nem informa os passageiros anteriores quanto ao seu voo. Naturalmente, o descontentamento generalizou-se entre os passageiros que tinham sido obrigados a estar na sala de embarque desde às 14h00. Estes querendo exigir informação começaram alguma agitação na porta de embarque com o propósito de obter informação. A TACV sem se quer falar uma palavra para estes, chama um grupo de piquete da Policia Nacional, com mais de 14 elementos (alguns até com coletes a prova de bala) por suposto perigo dos passageiros virem a bloquear o voo do senhor ministro. Na presença da policia os passageiros explicaram que apenas pedem que a TACV lhes informe do seu voo para Mindelo, e o porquê de estar a haver agora um voo para mesmo destino. TUDO ISTO PASSADO NA PRESENÇA DO SENHOR MINISTRO MANUEL INOCÊNCIO SOUSA, CUJO SEU COMPORTAMENTO FOI PASSEAR DE UM LADO PARA OUTRO, COM AS MÃOS NOS BOLSOS, ENQUANTO TODA A ALGAZARRA SE PASSAVA. Depois dos passageiros cansarem de se fazer explicar que apenas queria informações, limitaram-se a se recolher num canto e bater palmas para aquele voo que se ia realizar com o senhor ministro. Quando este passava pela porta de embarque recebia palmas e menção: INOCÊNCIO! INOCÊNCIO! INOCÊNCIO!

MEIA VOLTA NO AR

Depois da confusão e partida do voo do senhor ministro, os passageiros que eram supostos viajarem desde às 15h eram encaminhados a fazer novo check in, cuja hora do voo, desta feita, se indicou vir a ser 00h00. Dez minutos depois, mudam a hora para 00h40. Mais dez minutos passados, fica-se a saber de que o voo do senhor ministro tinha voltado para trás por avaria. JUSTIÇA SEJA FEITA! DEUS TÉM! Eram as palavras de entre os passageiros estafados.

DESFECHO

Importa dizer de que viajava com destino a S. Vicente, NO VOO VR 6021, TURISTAS FRANCESES, AMERICANOS E ESPANHÓIS, EMIGRANTES EM FÉRIAS A CABO VERDE, EMPRESÁRIOS, EXECUTIVOS E VÁRIOS OUTROS CIDADÃOS DESTE PAÍS. Depois do incidente do regresso, acabam por informar a todos, já às 23h de que os voos tinham sido todos cancelados. Mandam todos recolher suas malas e aguardar lá fora. Todos o fazem, o aguardar lá fora demora 1 hora sem ninguém dos TACV. Depois um funcionário dos TACV aparece numa camioneta que começa a escoar o pessoal para residenciais e pensões da cidade para dormir, pois o regresso talvez seria de manhã por volta das 09h30. Perguntado ao funcionário e refeição, não podemos ter? a resposta foi: Eu a mim só me mandaram vos alojar, a alimentação não foi referido e não me compete. Assim se seguiu alguns, principalmente nacionais residentes e originários da Praia (curioso porque a casa deles é ao lado), OUTROS, COMO TURISTAS: FRANCESES, PORTUGUESES E ESPANHÓIS FICARAM NO AEROPORTO, POIS PREFERIRAM DORMIR NO CHÃO DO QUE IR PARA UMA PENSÃO AEROLINES E OUTRAS SIMILARES.